Vereador solicita suspensão das operações ‘Lei Seca’ no Ano Bom

paulo sandro cmbm

Foto: Divulgação

Barra Mansa – Foi aprovado nesta quinta-feira, dia 5, um requerimento do presidente da Câmara de Barra Mansa, vereador Paulo Sandro, que solicita a imediata suspensão das blitzes da Operação “Lei Seca” na Avenida Tenente José Eduardo e suas adjacências, no bairro Ano Bom. O documento, que será encaminhado ao Governo do Estado, ressalta que a avenida citada sempre é escolhida para as ações da operação, no entanto, que no mesmo local existem dois hospitais, sendo a Casa de Saúde Santa Maria, que possui pronto-socorro 24 horas, e o Hospital da Mulher, ambos prestam atendimentos emergenciais.

“Percebemos o enorme risco que as operações das blitzes causam em interromper o trânsito na localidade e impedindo ações eficazes e emergenciais, colocando em risco vidas humanas. A Lei Seca visa salvar vidas ao retirar motoristas embriagados das ruas e não deve funcionar como barreira para atendimentos de emergência. A Blitz da Lei Seca não pode atrapalhar atendimentos médicos emergenciais, pois a legislação brasileira prioriza o socorro à vida. Além dos pacientes, médicos também relatam dificuldades pontuais ao serem parados em blitzes, mesmo estando a caminho de hospitais para procedimentos de emergência”, justificou o vereador.

Além da questão dos hospitais, outro ponto destacado pelo vereador foi o de que no bairro Ano Bom existe um polo gastronômico diversificado, com 42 estabelecimentos de pequeno, médio e grande porte. Todos eles, juntos somam mais de mil empregos diretos e indiretos gerados, sejam formais, informais, autônomos ou liberais e também estariam sofrendo sequelas comerciais em função do congestionamento causado pelas ações.

“Muitos dos comerciantes se queixam que essas operações estão inibindo e constrangendo frequentadores e consumidores, e assim sendo, prejudicando drasticamente a economia local. É muito importante deixar claro que somos amplamente favoráveis à coibição de consumo de álcool antes de dirigir, no entanto, nestas imediações, não há sequer nenhum registro, nos últimos anos, de algum acidente que tenha colocado vidas em risco”, pontuou o presidente.

Ainda segundo ele, o pedido também, é para que o governo do Estado se atente para que, em futuras investidas da operação, não seja colocado em risco o funcionamento de outras duas unidades de atendimento emergencial público contínuo no município, no caso a Santa Casa de Misericórdia e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), ambas no Centro.

“Entendemos que não seja ético, muito menos moral, apenas para tentar agregar suposta eventual receita pública proveniente de penalizações, ocasionar tamanhos desconfortos. Barra Mansa é um entroncamento de estradas importantes, inclusive da Rodovia Presidente Dutra, onde constata-se uma estatística acentuada de colisões automotivas, muitas delas, talvez em face de ingestão prévia de álcool ou alucinógenos similares. É nesses acessos que seria sensato, coerente e producente a instalação e efetivação de tais diligências rotineiras e punitivas”, concluiu Paulo Sandro.

Osmar Neves

Vereador solicita suspensão das operações ‘Lei Seca’ no Ano Bom


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