Tradição no Sul Fluminense: IBGE confirma reinado de Maria, José e Silva
Foto: Reprodução
Sul Fluminense – O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça-feira (4) a segunda edição do levantamento Nomes no Brasil, com base no Censo Demográfico de 2022. O estudo atualiza os nomes mais frequentes no país e inclui, pela primeira vez, os sobrenomes. Entre os mais de 140 mil nomes registrados, Maria, José e Ana seguem na liderança nacional, com 12.284.478, 5.164.752 e 3.948.650 pessoas, respectivamente. O sobrenome Silva, presente em 16,76% da população, continua sendo o mais comum.
No Sul Fluminense, as principais cidades seguem a tendência nacional. Volta Redonda concentra 13.358 pessoas chamadas Maria, 4.614 com o nome José e 5.084 chamadas Ana. Entre os sobrenomes, Silva aparece em 39.973 registros, seguido por Oliveira, com 18.691, e Souza, com 16.073.
Em Barra Mansa, os números também são expressivos: Maria lidera com 9.755 registros, seguida de Ana, com 3.968, e Júlia, com 607. Entre os nomes masculinos, José aparece em 3.624 registros e João, em 2.990. O sobrenome Silva é o mais comum, com 33.911 pessoas, seguido por Oliveira (13.091) e Souza (11.901).
Já em Resende, Maria lidera com 6.819 registros, seguida de Ana, com 3.162, e Márcia, com 531. Entre os homens, José aparece 2.630 vezes, e João, 2.316. O sobrenome Silva predomina com 23.724 registros, seguido de Oliveira, com 9.254, e Santos, com 9.060.
O levantamento permite observar padrões culturais e regionais na escolha de nomes e sobrenomes, além de tendências que mudam ao longo das décadas. De acordo com o IBGE, é possível verificar o envelhecimento de nomes como Osvaldo (idade mediana de 62 anos) e Terezinha (66 anos), e o crescimento de nomes mais recentes, como Gael (1 ano) e Helena (8 anos).
A plataforma interativa https://censo2022.ibge.gov.br/nomes disponibiliza consultas por nome, sobrenome, gênero, década de nascimento e município, além de permitir o cruzamento de dados e comparações com outros países. O mapa “Nomes no Mundo” mostra, por exemplo, que o sobrenome chinês Wang é usado por 1.513 pessoas no Brasil, enquanto os nomes bolivianos Juan e Juana aparecem em 67.908 e 3.113 registros, respectivamente.
Os dados têm como base a lista de moradores dos domicílios em 1º de agosto de 2022, e os nomes foram contabilizados conforme informados pelos entrevistados, respeitando a grafia original. Segundo o IBGE, variações como Ana e Anna, ou Luiz e Luis, foram consideradas de forma distinta. O instituto reforça que nomes com menos de 20 ocorrências no país não são divulgados, para garantir o sigilo estatístico.
Lívia Nascimento
Tradição no Sul Fluminense: IBGE confirma reinado de Maria, José e Silva
