Semana Santa aumenta procura por peixes e exige atenção na hora da compra

Sul Fluminense – Com a proximidade da Semana Santa, cresce a procura por peixes em feiras, mercados e supermercados da região. Tradicionalmente mais consumido neste período, o pescado costuma ganhar espaço na mesa de muitas famílias, principalmente por motivos religiosos, mas também por ser considerado uma alternativa mais leve e saudável. Ao mesmo tempo, especialistas alertam que a escolha e o preparo do alimento exigem atenção para evitar riscos à saúde.

A recomendação é que o consumidor observe alguns sinais básicos antes da compra, principalmente no caso do peixe fresco. Aspectos como olhos brilhantes e salientes, guelras avermelhadas, escamas úmidas e carne firme estão entre os principais indicativos de boa conservação. O cheiro também deve ser levado em conta: o odor precisa ser suave, sem sinais fortes ou semelhantes ao de amônia.

A nutricionista Juliana Marins Reeve, professora do curso de Nutrição da Estácio, explica que o cuidado na hora da compra é fundamental para garantir a segurança alimentar. “O odor deve ser suave, nunca semelhante ao de amônia. No peixe fresco, o consumidor deve observar também a aparência dos olhos, das guelras, da pele e da firmeza da carne”, orienta.

Segundo a especialista, o pescado também se destaca do ponto de vista nutricional. Além de ser fonte de proteína de alto valor biológico, o alimento apresenta, em muitos casos, menor teor de gordura e concentra nutrientes importantes para a saúde.

Peixes como salmão, atum, sardinha e arenque, por exemplo, são ricos em ômega 3, antioxidantes e vitamina D. Já opções como tilápia, linguado, badejo, bacalhau, dourado e garoupa costumam ser mais magras e também podem compor uma alimentação equilibrada.

Congelado também exige atenção

No caso dos peixes congelados, a orientação é observar se a embalagem está íntegra e sem sinais de violação. A presença excessiva de cristais de gelo, manchas escuras, coloração alterada ou acúmulo de água dentro da embalagem pode indicar falhas no armazenamento ou variações de temperatura.

Outra recomendação é manter o peixe refrigerado até o momento do preparo e evitar deixá-lo fora da geladeira por longos períodos, especialmente em dias mais quentes.

Higiene e preparo fazem diferença

Além da escolha correta, o preparo também exige cuidados. A orientação é lavar bem as mãos antes e depois da manipulação, higienizar utensílios e superfícies e evitar o contato do peixe cru com alimentos que já estão prontos para consumo, como saladas, frutas e legumes.

Juliana também recomenda dar preferência a preparações assadas, grelhadas ou cozidas, que tendem a ser mais leves e exigem menos gordura no preparo.

Durante a Semana Santa, órgãos de saúde e profissionais da área reforçam que a atenção à procedência, à conservação e à higiene pode evitar intoxicações alimentares e garantir uma refeição mais segura para toda a família.

luciano junior

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