Saúde de Volta Redonda quer ampliar cobertura da vacinação infantil
A Prefeitura de Volta Redonda, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), quer ampliar a cobertura da vacinação infantil no município, seguindo orientação do Governo Federal, que mantém um dos calendários mais completos do mundo.
“As vacinas estão disponíveis em todas as 46 unidades da Atenção Primária à Saúde e para receber as doses, basta levar a criança ou adolescente com o cartão SUS (Sistema Único de Saúde) e a caderneta de vacinação”, informou o coordenador da Atenção Básica, Halison Vitorino.
De acordo com a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde da SMS, Tainã Bomfim Silva Pereira Batista, o Brasil mantém um dos calendários de vacinação infantil mais completos do mundo. “O Programa Nacional de Imunizações (PNI) é reconhecido internacionalmente pela ampla cobertura, diversidade de imunizantes e o caráter universal – toda população temu acesso gratuito. Pelo SUS, são ofertadas gratuitamente 16 vacinas, protegendo crianças desde o nascimento até a adolescência”, disse, reforçando que o ideal é que toda dose seja administrada na idade recomendada.
“Mas, caso tenha perdido o prazo, vá à unidade de saúde mais perto da sua residência para atualizar o cartão vacinal”, convocou Milene Paula de Souza, diretora do Departamento de Atenção à Saúde.
A secretária de Saúde, Márcia Cury, ressaltou que a vacinação é uma das estratégias mais eficazes para proteger a saúde da população. “Por meio das vacinas, prevenimos doenças graves, reduzimos internações e salvamos vidas. Manter o calendário vacinal em dia é um ato de cuidado individual e de responsabilidade coletiva, que protege não apenas quem se vacina, mas toda a comunidade. Reforçamos a importância de procurar a unidade de saúde mais próxima e garantir essa proteção.”
*Veja o calendário de vacinas e a idade indicada para receber cada dose*
Ao nascer, a criança deve tomar a primeira dose da vacina BCG – que previne as formas graves e disseminadas da tuberculose, ainda na maternidade ou na primeira visita ao serviço de saúde, prioritariamente até 30 dias de vida, estendendo-se até 4 anos 11 meses e 29 dias. Além da hepatite B, que previne as hepatites B e D.
A vacina pentavalente, contra difteria, tétano, coqueluche, infecções pelo H. influenza e tipo b e hepatite B, deve ser aplicada aos dois meses (1ª dose), aos 4 meses (2ª dose) e aos 6 meses (3ª dose).
A vacina poliomielite 1, 2 e 3 (inativada) – VIP, contra a poliomielite (paralisia infantil) e suas complicações, causada por poliovírustipos 1, 2 e 3, também prevê doses aos 2 meses (1ª), 4 meses (2ª) e 6 meses (3ª), além de dose de reforço aos 15 meses de idade.
As doses da vacina contra rotavírus humano G1P (atenuada) – VORH evitam a gastrenterite viral, causada pelo rotavírus sorogrupo G1, e suas complicações e devem ser administradas a partir de 1 mês e 15 dias (1ª) até 11 meses e 29 dias de idade; e de 3 meses e 15 dias até 23 meses e 29 dias de idade (2ª).
A pneumocócica 10-valente, contra doenças pneumocócicas invasivas (pelos sorogrupos contidos na vacina), dever ser aplicada aos 2 meses (1ª dose) e aos 4 meses (2ª dose), além de dose de reforço aos 12 meses de idade.
A vacina adsorvida meningocócica C (conjugada) – Meningocócica C tem esquema básico de duas doses – a 1ª aos 3 meses e a 2ª aos 5 meses –, além de uma dose de reforço aos 12 meses de idade (com a vacina Men ACWY).
A vacina influenza trivalente, contra gripe, deve ser tomada a partir dos 6 meses de idade em 2 doses, observando o intervalo de quatro semanas entre as doses. Crianças com comorbidades e crianças indígenas devem tomar uma dose por ano.
A vacina contra a covid-19 é indicada para crianças a partir dos 6 meses de idade e o esquema vacinal depende da vacina disponível na unidade de saúde. E a vacina contra a febre amarela deve ser aplicada aos 9 meses de idade, e para as crianças com reforço aos 4 anos. Vacina adsorvida hepatite A (inativada) – HAinf, contra a Hepatite A, a dose deve ser aplicada aos 15 meses de idade.
Para a vacina contra sarampo, caxumba e rubéola (atenuada) – SCR (tríplice viral) a recomendação é ministrar a 1ª dose aos 12 meses. Já a tetraviral – contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela (atenuada) – SCRV – dever ser aplicada em uma dose aos 15 meses de idade.
Vacina adsorvida difteria, tétano e pertussis (tríplice bacteriana) – DTP11 Difteria (C. diphtheriae), tétano (C. tetani), coqueluche (B. pertussis) e suas complicações. Indicação de 2 doses de reforço: 1ª dose aos 15 meses de idade e 2ª dose aos 4 anos de idade. Em sequência, manter 1 dose de reforço com vacina dT a cada 10 anos após o 2º reforço com DTP, antecipando para 5 anos em caso de exposição ao risco de tétano ou difteria.
Vacina varicela (atenuada) – VZ12 de prevenção à catapora deve ser administrada em 1 dose aos 15 meses com SCRV (tetraviral) ou SCR + varicela 1 dose: aos 4 anos de idade.
Vacina papilomavírus humano 6, 11, 16 e 18 (recombinante) – HPV414 preventiva para infecções causadas pelo papilomavírus humano sorotipos 6, 11, 16 e 18, levando a verrugas anogenitais, nos lábios, língua, garganta, masculino e feminino, relacionadas ao desenvolvimento de câncer em colo de útero, vulva, vagina, ânus, pênis, boca e orofaringe. Recomendada a partir dos 9 anos de idade até os 14 anos, em dose única, que no momento o Ministério da Saúde está com estratégia de resgate dos não vacinados, estendendo a faixa etária de 15 para 19 anos 11 meses e 29 dias.
Foto: Arquivo/Cris Oliveira.
Secom/PMVR
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André Aquino
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