Ruínas do século XVIII renascem como polo cultural em Angra dos Reis
Foto: Prefeitura de Angra dos Reis
Angra dos Reis – A Prefeitura de Angra dos Reis iniciou, nesta semana, as obras para a implantação do Polo Cultural na Vila Histórica de Mambucaba. As intervenções ocorrem nas ruínas de um antigo casarão dos séculos XVIII e XIX, que será adaptado para funcionar como um centro cultural.
O projeto é resultado de um convênio entre a prefeitura e o Governo Federal, por meio do Ministério do Turismo, com investimento de R$ 1.678.524,96. A execução é de responsabilidade do município, por meio das secretarias de Cultura e Patrimônio e de Obras e Habitação.
O Polo Cultural está localizado na Rua do Comércio, esquina com a Rua Godofredo Domingues das Neves. A previsão é de que as obras sejam concluídas em até um ano.
O prefeito Cláudio Ferreti comentou o alcance cultural, histórico e turístico da iniciativa.
“Mambucaba é um patrimônio vivo da nossa cidade e do estado do Rio de Janeiro. Este Polo Cultural representa o compromisso da nossa gestão com a preservação da memória e com o futuro. Estamos devolvendo à população um espaço que respeita a história, valoriza a cultura local e cria oportunidades de desenvolvimento social e turístico”, afirmou.
Por se tratar de um imóvel tombado, as intervenções seguem critérios de preservação definidos pelos órgãos de proteção ao patrimônio histórico. O trabalho é acompanhado por uma empresa de arqueologia, em conformidade com as exigências do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
A secretária de Cultura e Patrimônio, Marlene Ponciano, destacou a importância do início das obras.
“O Polo Cultural de Mambucaba não é apenas uma obra de infraestrutura, é um resgate da nossa alma caiçara e de um capítulo fundamental da história do Brasil. Transformar ruínas do ciclo do café em um espaço vivo de educação e arte, com auditório e local adequado para o acervo arqueológico, é um sonho que começa a se concretizar, sempre respeitando cada detalhe deixado por nossos antepassados”, disse.
Clique aqui para fazer parte da comunidade do Diário do Vale no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal do Diário do Vale no WhatsApp
O projeto arquitetônico prevê a recomposição volumétrica do imóvel, com preservação das fachadas e das ruínas originais. O interior será reconstruído para abrigar um auditório com 83 lugares, salão de exposições, áreas destinadas ao acervo arqueológico e exposições permanentes, além de espaços para cursos e oficinas. Toda a estrutura seguirá as normas de acessibilidade da NBR 9050.
O secretário de Obras e Habitação, Tiago Murilo Scatulino, também comentou a intervenção.
“Preservar as ruínas e recompor o volume original da fachada nos permite resgatar a identidade histórica do imóvel e, ao mesmo tempo, oferecer um novo uso que atenda às necessidades da população. Será um espaço vivo, que une educação, lazer e valorização do nosso acervo arqueológico”, afirmou.
Foto: Prefeitura de Angra dos Reis
Mayra Gomes
Ruínas do século XVIII renascem como polo cultural em Angra dos Reis



