Rombo na RioPrevidência: PF cumpre novos mandados

Santa Catarina – A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (10), a terceira fase da Operação Barco de Papel, que investiga possíveis crimes contra o sistema financeiro relacionados à gestão de recursos da RioPrevidência, fundo responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões de servidores do Estado do Rio de Janeiro.

A nova etapa da operação tem como foco a recuperação de bens e valores que teriam sido retirados do imóvel do principal investigado após o avanço das apurações.

Durante o cumprimento das diligências em Balneário Camboriú, um dos ocupantes do imóvel arremessou pela janela uma mala contendo dinheiro em espécie, que foi recuperada pelos agentes. Além do numerário, a Polícia Federal apreendeu dois veículos de luxo e dois aparelhos celulares, que serão submetidos à perícia.

Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados nos municípios de Balneário Camboriú e Itapema, em Santa Catarina. As ordens judiciais foram expedidas pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, diante de indícios de obstrução de investigação e ocultação de provas.

O inquérito apura um investimento de aproximadamente R$ 970 milhões realizado pela RioPrevidência entre novembro de 2023 e julho de 2024 em letras financeiras emitidas pelo Banco Master, instituição posteriormente liquidada pelo Banco Central. A suspeita é de que a aplicação tenha exposto o fundo previdenciário estadual a um prejuízo de grandes proporções, afetando recursos destinados ao pagamento de benefícios de milhares de servidores.

Durante o cumprimento das diligências em Balneário Camboriú, um dos ocupantes do imóvel arremessou pela janela uma mala contendo dinheiro em espécie, que foi recuperada pelos agentes. Além do numerário, a Polícia Federal apreendeu dois veículos de luxo e dois aparelhos celulares, que serão submetidos à perícia.

Segundo a PF, a terceira fase busca rastrear o destino dos recursos e ampliar a recuperação patrimonial diante do possível rombo causado aos cofres da previdência estadual. A operação contou com o apoio da Delegacia da Polícia Federal em Itajaí.

As investigações seguem em andamento para apurar responsabilidades criminais e dimensionar o impacto financeiro das aplicações realizadas pela RioPrevidência.

 

Vinicius

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