Rodrigo Furtado propõe remédios contra obesidade e diabetes de graça em VR
Foto: Divulgação
Volta Redonda – O vereador Dr. Rodrigo Furtado protocolou nesta quinta-feira (19), um projeto de lei que autoriza o Município de Volta Redonda a disponibilizar gratuitamente, pela rede pública de saúde, medicamentos à base de semaglutida, tirzepatida e outras substâncias semelhantes que venham a ser incorporadas aos protocolos clínicos oficiais.
A proposta coloca em debate um tema que ganhou enorme repercussão em todo o país: o acesso a medicamentos modernos usados no tratamento do diabetes tipo 2, da obesidade e de doenças associadas, mas que continuam fora da realidade da maior parte da população por causa do alto custo.
Para Rodrigo Furtado, a iniciativa busca enfrentar com seriedade um problema de saúde pública que cresce ano após ano e atinge diretamente milhares de famílias. Além dos impactos na qualidade de vida, obesidade e diabetes aumentam os riscos de doenças cardiovasculares, complicações renais, limitações físicas e internações recorrentes, o que também gera pressão sobre o sistema público de saúde.
A proposta ganha ainda mais relevância diante de uma experiência já iniciada no próprio Estado do Rio de Janeiro. Na quarta-feira (18), a Prefeitura do Rio inaugurou, em Campo Grande, o Super Centro Carioca de Saúde da Zona Oeste, unidade que passou a contar com um Centro Especializado em Obesidade e Metabolismo. Na ocasião, o prefeito Eduardo Paes acompanhou a aplicação da primeira dose de semaglutida ofertada pelo sistema público municipal, dentro de um protocolo voltado ao tratamento da obesidade e de doenças metabólicas.
“Essa já não é uma discussão abstrata. A própria capital do estado já começou a estruturar o uso da semaglutida na rede pública, com protocolo, acompanhamento e centro especializado. O que estamos propondo para Volta Redonda é que o município também tenha respaldo legal para avançar nesse debate com responsabilidade, critério técnico e foco em quem mais precisa”, afirmou o vereador Rodrigo Furtado.
O texto estabelece que o fornecimento deverá seguir regras claras, com prescrição por profissional da rede pública municipal, laudo médico atualizado, comprovação de incapacidade financeira e reavaliação clínica periódica, garantindo que o acesso seja feito de forma séria, segura e voltada a quem realmente necessita.
A proposta também prevê regulamentação pelo Poder Executivo para definir critérios técnicos, procedimentos de aquisição e dispensação, acompanhamento dos pacientes, campanhas educativas sobre uso racional dos medicamentos e criação de uma comissão técnica para monitorar os resultados da política pública.
Na justificativa do projeto, Rodrigo Furtado destaca que substâncias como semaglutida e tirzepatida vêm mostrando resultados relevantes no controle glicêmico e na redução de peso, o que pode ajudar não apenas na melhora da saúde dos pacientes, mas também na prevenção de agravamentos clínicos e na redução de custos futuros para o próprio poder público.
“Hoje, muita gente ouve falar desses tratamentos, vê os resultados, sabe da eficácia, mas simplesmente não tem condições de pagar. Não é justo que um tratamento moderno e importante fique restrito a quem pode bancar valores tão altos. O nosso projeto cria uma base legal para que Volta Redonda possa avançar nessa discussão com responsabilidade, critério médico e compromisso social”, afirmou o vereador.
“O que está em jogo aqui é saúde, dignidade e prevenção. Estamos falando de oferecer esperança e qualidade de vida para pessoas que convivem com doenças crônicas e muitas vezes não conseguem acessar o tratamento adequado. É uma proposta moderna, responsável e voltada para quem mais precisa”, completou.
Osmar Neves
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