Na deflagração, policiais do Grupo de Investigações Sensíveis (GISE) e da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) cumprem 11 mandados de prisão temporária e seis de busca e apreensão, expedidos pela 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa do Rio de Janeiro. Até o momento, dois sargentos da Polícia Militar foram presos. Um dos alvos já estava detido desde a Operação Contenção, realizada no mês passado. Também foram apreendidos três veículos e aparelhos celulares dos investigados.
As apurações tiveram início após o compartilhamento de dados obtidos na Operação Buzz Bomb, deflagrada pela PF em setembro de 2024, que investigou um militar da Marinha envolvido no fornecimento de drones e no treinamento de membros da facção criminosa. A partir dessas informações, foi possível identificar policiais militares que repassavam detalhes de operações planejadas, permitindo que criminosos se organizassem previamente para frustrar a atuação das forças de segurança. Entre os investigados, está um sargento do BOPE responsável pela escalação de equipes em ações especiais.
Segundo a PF, os investigados deverão responder por organização criminosa armada, corrupção ativa e passiva, homicídio, tráfico de drogas, porte ilegal de arma e violação de sigilo funcional. A corporação afirma que o objetivo do cumprimento dos mandados é aprofundar as investigações e identificar outros possíveis infiltrados na estrutura do Estado que atuem em benefício da facção.
A Operação Tredo integra a Missão Redentor 2, iniciativa permanente da Polícia Federal voltada à desarticulação de organizações criminosas no Rio de Janeiro, alinhada às diretrizes do Supremo Tribunal Federal estabelecidas na ADPF 635. O nome da operação faz referência ao termo “tredo”, que significa traidor — aquele que rompe a confiança e atua com falsidade e deslealdade.