Mais de 300 kg de cocaína foram apreendidos em contêiner com sal marinho no Porto do Rio. (Foto: Divulgação)
Rio de Janeiro – A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (11), a Operação Mare Salis, com o objetivo de desmantelar uma organização criminosa envolvida no tráfico internacional de drogas entre o Brasil e países da Europa. A ação resultou na prisão de um dos principais alvos da investigação, localizado em um apartamento de alto padrão na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Durante o cumprimento dos mandados judiciais, os agentes federais também realizaram buscas no imóvel e executaram ordens de sequestro de bens e valores, tanto em nome do investigado quanto de empresas ligadas ao esquema. Segundo a PF, essas empresas eram utilizadas para ocultar a origem ilícita dos recursos e viabilizar o envio das drogas ao exterior.
Além da prisão e da apreensão de documentos e equipamentos de interesse investigativo, os policiais também confiscaram um veículo usado pelo suspeito. Conforme apontam os investigadores, o homem tem ligação direta com organizações transnacionais especializadas no tráfico de drogas em larga escala, operando com elevada sofisticação e utilizando a estrutura portuária como principal meio logístico.
As investigações tiveram início após a apreensão de mais de 300 quilos de cocaína e ácido bórico no Porto do Rio de Janeiro, na área do Píer Mauá, em 17 de julho de 2024. O ácido bórico, considerado um insumo químico controlado por ser amplamente utilizado no refino da cocaína, estava camuflado em um contêiner carregado com sal marinho. O destino da carga era o porto de Antuérpia, na Bélgica — conhecido como uma das principais rotas de entrada de drogas na Europa.
Apurações conduzidas pela Delegacia de Repressão a Drogas (DRE/PF/RJ) identificaram o preso como o principal articulador da tentativa de exportação ilícita. Ele foi responsável pela organização da logística, intermediação da operação e dissimulação da carga. O contêiner interceptado havia sido despachado por um fornecedor sediado em Mossoró, no Rio Grande do Norte, com todos os detalhes da exportação planejados para ocultar os entorpecentes entre a carga regular.
O suspeito, que possui antecedentes criminais por estelionato e apropriação indébita, responderá pelo crime de tráfico internacional de drogas. A Polícia Federal segue com as investigações para identificar outros envolvidos no esquema.