Pesquisa aponta desafios para bets com aumento de apostas na Copa do Mundo

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Foto: Divulgação

A proximidade da Copa do Mundo deve ampliar o volume de apostas esportivas em escala global e pressionar a infraestrutura de pagamentos das plataformas. Um estudo da Okto Payments indica que a rapidez no processamento de saques tende a ser um dos principais fatores para a permanência dos usuários nas casas de apostas durante o torneio.

A expectativa é que o evento movimente mais de US$ 35 bilhões em apostas. No Brasil, o setor regulado registrou cerca de R$ 37 bilhões em receita bruta em 2025. Dados da KTO mostram que o futebol concentra a maior parte da atividade na casa, liderando tanto em número de usuários quanto em volume de apostas, o que reforça o papel central da modalidade durante competições internacionais.

Com o avanço da competição, a tendência é que mercados relacionados a resultados, desempenho de equipes e estatísticas ganhem relevância. Nesse cenário, os palpites da bet sobre vencedores e diferentes tipos de apostas devem ter maior procura, acompanhando o interesse do público pelos jogos.

Segundo o levantamento, há diferença entre a percepção das empresas e a expectativa dos usuários. Enquanto 92,5% das operadoras acreditam que os clientes aceitam esperar mais de quatro horas para receber valores, 42,7% dos apostadores consideram aceitável um prazo de até 30 segundos. A discrepância indica possível impacto na fidelização.

A pesquisa também aponta que 28,8% dos entrevistados consideram o acesso imediato ao prêmio como principal fator de confiança. Outros 15,8% mencionam experiências anteriores de saque como determinantes para repetir o uso de uma mesma plataforma.

Diferenças regionais ampliam desafios operacionais

Dados da KTO também ajudam a entender o perfil desses apostadores. O público masculino soma 59% dos usuários, enquanto o feminino, 42%. A maior parte pertence às classes C1 e B1 e está concentrada na região Sudeste, especialmente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. As informações também apontam que 72% dos usuários afirmam apostar por lazer, enquanto 38% veem a prática como uma forma complementar de renda, sem considerar as apostas como fonte fixa de ganhos.

No Brasil, o Pix é predominante, enquanto outros países utilizam carteiras digitais ou cartões. Essa diversidade exige adaptação das empresas para atender picos de demanda, especialmente durante eventos com grande audiência.

O estudo indica ainda que 21,1% das operadoras apontam riscos de fraude como principal desafio, enquanto 17,3% citam questões regulatórias. Em períodos de alto volume de acessos, essas limitações tendem a se tornar mais evidentes.

Durante a Copa do Mundo, com mais de 100 partidas previstas, o número de acessos às plataformas pode crescer de forma significativa. Em agosto de 2025, o mercado brasileiro já havia registrado mais de 2 bilhões de acessos mensais, número que deve aumentar com o torneio.

O aumento no volume de acessos, aliado à demanda por respostas rápidas, coloca a estrutura de pagamentos como um ponto de atenção para as empresas. Nesse contexto, a utilização de plataformas regulamentadas e a adoção de práticas de jogo responsável podem contribuir para uma experiência mais adequada ao público que acompanha e participa das apostas durante o evento.

Mayra Gomes

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