Perfil do apostador brasileiro revela hábitos e preferências nas bets

perfil do apostador brasileiro

Foto: Unsplash

País – O apostador brasileiro em 2025 forma um retrato claro de um público em expansão e cada vez mais conectado ao entretenimento digital. Dados recentes publicados pela casa de apostas KTO mostram que 59% são homens e 42% têm entre 25 e 40 anos, faixa etária considerada o núcleo do mercado de bets no país.

A maioria pertence às classes médias C1 e B1, concentrada principalmente na região Sudeste, com destaque para São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Diferente do perfil associado ao risco financeiro, as pesquisas indicam que o brasileiro joga sobretudo por lazer: 72% afirmam apostar por diversão, enquanto 38% veem na prática uma forma de complementar a renda, sem considerar as apostas uma fonte de ganho fixo.

A frequência de apostas também varia: 27% apostam poucas vezes ao ano e 13% jogam mais de duas vezes por semana. O valor médio gasto é de R$ 61,52 por mês, e 90% dos depósitos não ultrapassam R$ 100, indicando um comportamento de baixo risco financeiro.

A fidelidade às plataformas é alta, com 68% dos entrevistados afirmando que raramente trocam de operador. Fatores como segurança, reputação e rapidez nos pagamentos estão entre os mais valorizados.

Jogos de cassino mais populares no Brasil

De acordo com o levantamento de outubro de 2025 da mesma casa de apostas, os jogos de cassino online mais jogados continuam sendo os de slot, com destaque para Fortune Tiger (37,08% de popularidade) e KTO Big Bass Splash (34,68%). Em terceiro lugar aparece Fortune Rabbit (32,12%), seguido de Tigre Sortudo (26,95%) e Fortune Dragon (24,27%).

Entre os crash games, o Aviator ocupa a primeira posição da categoria na KTO e o décimo lugar no ranking geral, com 10,9% de popularidade e 2,51% das rodadas registradas. O jogo do aviãozinho, desenvolvido pela Spribe, é hoje o crash mais jogado no Brasil, consolidando-se como o principal título fora do universo dos slots.

A preferência pelos jogos de slot é expressiva: representam 93,29% das rodadas, contra 3,71% dos crash games. Ainda assim, a presença do Aviator entre os dez mais jogados mostra a expansão desse formato mais dinâmico e interativo, que se tornou referência entre os apostadores brasileiros.

Governo estabelece regras para apostas online

As modalidades de cassino online foram regulamentadas em julho de 2024, por meio de portaria do Ministério da Fazenda. A medida inclui slots, crash games como o Aviator, roleta e blackjack. As plataformas autorizadas no Brasil passaram a operar sob o domínio “.bet.br” e precisam obter certificação de entidades reconhecidas pela Secretaria de Prêmios e Apostas.

A norma determina que 85% da arrecadação das operadoras deve ser devolvida em prêmios aos jogadores e impõe transparência nas regras e multiplicadores dos jogos. Também estão proibidos bônus enganosos e prêmios ocultos. A oferta física desses jogos segue vetada, com apenas transmissões ao vivo conduzidas por crupiês sendo permitidas.

O governo também reforçou em 2025 o controle sobre quem pode apostar no país. Desde outubro, uma norma publicada pelo Ministério da Fazenda impede que beneficiários de programas sociais apostem em bets, incluindo as plataformas de cassino e jogos como Aviator.

A proibição é válida para aqueles cadastrados tanto no Bolsa Família como no Benefício de Prestação Continuada (BPC). A medida cumpre decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e determina que as operadoras consultem se o CPF do usuário consta na base de dados desses programas. Caso o beneficiário seja identificado, a conta deve ser encerrada em até três dias.

Arrecadação e mercado ilegal

Com o avanço da regulamentação, a Receita Federal arrecadou R$ 7,9 bilhões em 2025 com apostas de quota fixa e jogos online, crescimento de 16.000% em relação ao ano anterior. A alíquota de 12% não foi alterada, mas a expansão do mercado legal e a formalização das operadoras impulsionaram os resultados.

Apesar disso, o mercado ilegal de apostas ainda representa um desafio. Segundo estudo do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), o Brasil perde até R$ 10,8 bilhões por ano com plataformas não licenciadas, que correspondem a cerca de 50% do mercado nacional. O levantamento também mostra que 73% dos apostadores já utilizaram sites irregulares e 78% têm dificuldade em identificar plataformas legais.

O IBJR defende campanhas educativas e fiscalização mais rigorosa para proteger o consumidor e garantir condições competitivas às empresas regulamentadas. O órgão estima que reduzir o mercado ilegal em 5 pontos percentuais poderia gerar até R$ 1,1 bilhão adicionais em arrecadação.

Agatha Amorim

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