Onça-pintada é vista depois de 55 anos na Serra da Concórdia, em Valença

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) divulgou nesta segunda-feira (28) vídeos da uma onça-pintada que habita uma área do Parque Estadual da Serra da Concórdia, em Valença. O animal não era registrado no território fluminense desde os anos 1970, quando desapareceu devido ao avanço urbano. O felino é um macho que foi registrado por câmeras do Inea e do Projeto Aventura Animal, parceiro do órgão.

“Estamos trabalhando para assegurar que essa onça seja acompanhada e protegida, com câmeras de monitoramento, equipes de pesquisa e agentes de fiscalização. Trabalhamos também para que a população fique segura com a presença desse importante animal, garantindo a tranquilidade de todos. Essa notícia é uma grande felicidade para todos nós, mas traz com ela também uma grande responsabilidade”, afirmou o secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi.

O Inea desenvolveu um plano de acompanhamento e educação ambiental a fim de garantir a segurança, tanto da população, quanto do animal. A população vem sendo orientada por meio de educadores ambientais, guarda-parques e materiais educativos. Dentre as respostas está a aquisição de novas câmeras pela Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade para monitorar a fauna.

A onça-pintada é uma espécie ameaçada de extinção e que depende de políticas públicas para ser protegida. Existem menos de 300 indivíduos em toda a Mata Atlântica. Encontrar novamente esse animal nas florestas é considerado um marco da preservação ambiental no estado do Rio. Técnicos do Inea vêm analisando não somente as imagens e relatos do animal, mas também suas pegadas e fezes, conseguindo identificar a dieta da onça, baseada em animais como capivaras, catetos e tapitis. Até o momento, não foi registrado qualquer ataque ou acidente envolvendo animais domésticos ou de criação.

Uma das recomendações do Inea é para que as pessoas não tem registrar o animal por conta própria e jamais usem alimentos ou outros atrativos para atrair onça, uma prática proibida e perigosa. Caso alguém veja o felino em sua propriedade ou caminho, não é preciso alarde: se trata de um animal discreto que não tem hábitos violentos e nem se aproxima de casas ou animais domésticos. A orientação é deixar que a onça se afaste.

Outra recomendação é que cães e outros animais domésticos no entorno do parque sejam mantidos presos, além de evitar as florestas ou beiras da mata onde o animal está presente. (Imagens: Inea)

 

Informa Cidade

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