Nova Iguaçu faz história no apoio às vítimas da tragédia ambiental no Paraná

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Foto: Divulgação

Nova Iguaçu – O município de Nova Iguaçu ficará, para sempre, marcado na história de Rio Claro, no centro-sul do Paraná, que no mês passado foi atingido pela maior enchente já registrada em sua história. O município foi devastado no fim do mês passado por um sistema de tempestades descrito pelas autoridades como um “tufão extratropical”, inundando 70% da área urbana, destruindo pontes históricas, isolando bairros inteiros e deixando centenas de pessoas desabrigadas, além de causar prejuízos de dezenas de milhões de reais .

Rio Claro, no entanto, vem recebendo uma operação emergencial da ONG Promacom (Projeto Mais Comunidade), por meio do ForSUAS (Força de Proteção do Sistema Único de Assistência Social, para restabelecer o acesso de famílias atingidas pela tragédia. A ação, realizada a convite da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos de Nova Iguaçu, permitiu o cadastro de mais de 1.500 famílias que perderam documentos, redes de comunicação e acesso a serviços básicos após o desastre climático.

Com energia e comunicação interrompidas, equipes de Nova Iguaçu atuaram em campo com kits tecnológicos fornecidos pela Promacom, incluindo notebooks, tablets e um terminal de internet via satélite. A estrutura foi instalada em abrigos, permitindo que assistentes sociais realizassem a identificação e o registro dos moradores para benefícios como FGTS Emergencial, Auxílio Aluguel Social e transferências de renda estaduais.

A secretária de Assistência Social de Nova Iguaçu, Elaine Medeiros, que integra o ForSUAS, destacou que a tecnologia foi o único meio para restabelecer o vínculo entre as vítimas e as políticas públicas. “Catástrofes não respeitam fronteiras, e a solidariedade técnica também não deve respeitar. Os kits tecnológicos foram essenciais para localizar e incluir digitalmente cada pessoa impactada”, disse Elaine.

O presidente da Promacom, Alcimário Júnior, afirmou que a operação demonstra a importância de respostas rápidas e integradas em eventos climáticos extremos.

“Nossa prioridade é impedir que uma tragédia transforme cidadãos em invisíveis. Quando chegamos a Rio Claro, encontramos famílias que tinham perdido tudo, inclusive o acesso aos seus direitos. A tecnologia que levamos devolveu dignidade, informação e a presença do Estado”, disse o presidente. “O ForSUAS nasceu justamente para isso: agir com precisão e humanidade. Em Rio Claro mostramos que é possível responder com eficiência mesmo quando a infraestrutura local entra em colapso”, acrescentou Alcimário Júnior.

Mayra Gomes

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