Nova estação modular levará água potável a comunidades do interior do Rio

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Estado do Rio – O Governo do Estado, por meio da Cedae, está desenvolvendo um modelo de Estação de Tratamento de Água (ETA) com custos até 80% menores. Com estrutura modular, apelidada pelos técnicos da companhia de “estação Lego”, a unidade pode ser montada de forma compacta em espaços a partir de 36 m².

A nova ETA tem como objetivo garantir água potável para comunidades afastadas dos centros urbanos, onde o fornecimento de energia elétrica é instável ou inexistente. O projeto foi desenvolvido pelas diretorias de Desenvolvimento de Cidades (DDC) e Saneamento e Grande Operação (DSG) da Cedae, e a primeira unidade deve ser concluída ainda em outubro.

“A nova unidade de tratamento será fundamental para garantir água potável para comunidades afastadas, onde o fornecimento de energia é precário. Estamos empenhados em cumprir as metas de universalização dos serviços”, afirmou o governador Cláudio Castro.

Redução de custos

A ETA fará o ciclo completo de tratamento, incluindo aplicação de produtos químicos, floculação, decantação e filtragem, produzindo 20 mil litros de água por hora. Todo o processo pode ser realizado totalmente sem energia elétrica, sendo necessário apenas o uso de bombas elétricas para levar a água bruta à estação ou distribuir a água tratada quando não for possível pelo sistema de gravidade.

Além disso, equipamentos de metal foram substituídos por opções de plástico reforçado com fibra de vidro, tornando a estação mais leve, fácil de transportar e de realizar manutenção.

“Este equipamento mostra como a inovação gera soluções para nossos desafios. Ele permite o tratamento de água em áreas com energia elétrica precária ou espaço físico restrito, contribuindo para a universalização dos serviços prevista no Marco Legal do Saneamento”, afirma o diretor-presidente da Cedae, Aguinaldo Ballon.

ETA “Lego”

Uma das grandes inovações é a estrutura modular da estação. Desenvolvida por engenheiros e técnicos da Oficina de Manutenção da Cedae, a unidade é composta por quatro módulos de aproximadamente 4 metros de comprimento, semelhantes a contêineres, cada um responsável por uma etapa do tratamento. Essa configuração permite montagem conforme o espaço disponível, inclusive em áreas a partir de 6×6 metros. Quando disposta em linha reta, a estação pode ocupar até 10,5 metros de comprimento.

Segundo o diretor da DDC, Marco Aurélio Porto, o novo equipamento permitirá levar água de forma imediata a distritos e regiões recém-incluídas na área de atuação da Cedae. Desde 2024, a companhia tem renovado contratos com municípios, passando a abastecer distritos não atendidos e adequando-se ao Novo Marco Legal do Saneamento, que prevê metas de universalização dos serviços.

“Trata-se de um projeto-piloto. Vamos construir outras unidades e levá-las para sistemas que vamos assumir com aditivos contratuais. Distritos de Itaperuna e áreas de Santa Maria Madalena ou Engenheiro Paulo de Frontin são algumas das opções”, explica Marco Aurélio Porto.

 

 

 

 

 

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Mayra Gomes

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