Mulheres realizam ato contra feminicídio em Copacabana
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasi
País – O Dia Internacional da Mulher foi marcado por uma marcha na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Milhares de mulheres participaram do ato e protestaram contra o feminicídio e outras formas de violência de gênero. As manifestantes também cobraram mais recursos para políticas públicas voltadas à igualdade.
No carro de som, representantes de coletivos feministas se revezaram na leitura do manifesto do movimento. Entre as reivindicações estavam a criminalização de grupos que promovem o ódio às mulheres, a ampliação das licenças-maternidade e paternidade, a criação de linhas de crédito para mulheres empreendedoras e de espaços educacionais inclusivos para crianças com deficiência ou neurodivergentes. Outra demanda citada foi o fim da escala de trabalho 6×1.
Fim da violência
O fim da violência de gênero foi o principal tema do protesto. Participantes lembraram casos recentes, como a morte de Tainara Souza Santos, atropelada por um ex-companheiro, e o estupro coletivo de uma adolescente ocorrido em Copacabana.
Durante a marcha, manifestantes cantaram uma paródia da música “Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua”, de Sérgio Sampaio, com versos que pediam o direito de circular sem medo nas ruas e dentro de casa.
À frente do ato, um grupo de artistas sobre pernas de pau carregava uma faixa com a frase “Juntas somos gigantes”. As artistas também realizaram uma performance em homenagem às mulheres vítimas de violência de gênero.
Diferentes gerações
A manifestação reuniu mulheres de diferentes gerações. Rachel Brabbins participou da marcha ao lado da filha Amara, de sete anos, que carregava um cartaz com a frase “Lute como uma menina”.
Entre as participantes também estava Silvia de Mendonça, militante de coletivos feministas desde a década de 1980. Ela participou do ato vestindo uma bandeira com o rosto da vereadora Marielle Franco.
As organizadoras também convocaram homens a participarem da mobilização pelo fim da violência contra as mulheres. Alguns estiveram presentes no ato acompanhados de familiares.
Participantes destacaram ainda a importância da educação para combater a violência de gênero e mudar padrões culturais ao longo das gerações. Com informações da Agência Brasil.
Mayra Gomes


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