MPRJ denuncia seis PMs por crimes cometidos em megaoperação
Desvio de fuzil no Alemão
A 1ª Promotoria de Justiça junto à Auditoria Militar denunciou os sargentos Marcos Vinicius Pereira Silva Vieira e Charles William Gomes dos Santos por peculato. Segundo a denúncia, eles desviaram um fuzil semelhante ao modelo AK-47 encontrado em uma casa onde cerca de 25 homens já haviam se rendido.
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As imagens mostram Silva Vieira recolhendo a arma e se afastando do grupo de policiais responsável pela contagem do material. Minutos depois, ele aparece com Charles Santos, e os dois escondem o fuzil dentro de uma mochila, sem registrar o armamento entre os itens oficialmente apreendidos.
Desmanche e furto de peças de carro na Vila Cruzeiro
Em outra investigação, a 2ª Promotoria de Justiça denunciou o subtenente Marcelo Luiz do Amaral, o sargento Eduardo de Oliveira Coutinho e outros dois PMs por furto qualificado. Eles são acusados de desmontar partes de uma Fiat Toro estacionada na Vila Cruzeiro.
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De acordo com o inquérito, Coutinho retirou o tampão do motor, um farol e as capas dos retrovisores. Amaral e outro policial teriam dado cobertura para o crime, inclusive tentando impedir o registro das ações pelas câmeras corporais. Ainda segundo o MPRJ, outro agente, identificado como Machado, estava presente e se omitiu, deixando de impedir o furto. A denúncia foi protocolada no sábado (29).
Tentativas de manipular as câmeras
O MPRJ afirma que, nos dois casos, houve tentativa deliberada de manipular ou obstruir o funcionamento das COPs. O Termo de Análise de Vídeo aponta tentativas de desligar ou desviar o campo de visão das câmeras, com o objetivo de dificultar a produção de provas e comprometer o controle interno e externo da atividade policial.
As Promotorias junto à Auditoria Militar seguem analisando todas as imagens coletadas durante a operação para identificar outros possíveis crimes e responsabilizar os envolvidos pelo mau uso das câmeras corporais.
Relembre a operação
A megaoperação completou um mês na última semana. Ao todo 122 pessoas morreram, 117 suspeitos e 5 policiais. A ação, coordenada pela Polícia Civil do Rio em parceria com a Polícia Militar, foi planejada para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra integrantes do Comando Vermelho, incluindo chefes de outros estados que estariam escondidos na região.
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André Aquino