Megaoperação Espoliador prende mais de 400 investigados por crimes patrimoniais

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Foto: Divulgação

Estado do Rio – A Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol) deflagrou, nesta terça-feira (24), mais uma etapa da Operação Espoliador, realizada de forma simultânea nos 92 municípios do estado do Rio de Janeiro. A ação mobiliza agentes de todas as delegacias e já resultou na captura de 438 criminosos.

A ofensiva tem como objetivo desarticular toda a cadeia dos crimes contra o patrimônio, alcançando líderes de quadrilhas, executores, colaboradores e receptadores que sustentam essas práticas criminosas.

Entre os presos está um homem com 23 anotações criminais, sendo 14 por crimes patrimoniais, capturado por policiais da 1ª DP (Praça Mauá). Também foi detido outro criminoso com 14 passagens por homicídio, receptação, roubo e extorsão. Contra ambos, foram cumpridos mandados de prisão.

Na Região dos Lagos, policiais civis da 126ª DP (Cabo Frio) prenderam dois foragidos da Justiça. Um deles é apontado como responsável por um latrocínio em que um idoso foi baleado durante o roubo de um veículo. O suspeito possui sete anotações criminais, sendo duas por roubo. Na mesma ação, foi capturado um homem condenado a 18 anos de prisão por roubo qualificado, que acumula 11 passagens criminais.

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“Esses são criminosos da pior espécie. A Polícia Civil vem, reiteradamente, com uma série de operações, tirando esses bandidos de circulação. O que dificulta, na verdade, é o retrabalho. Mais de 60% dos presos já possuíam anotação criminal. Mesmo com toda movimentação das delegacias, alguns criminosos voltam as ruas no dia seguinte a prisão. A Polícia Civil continuará prendendo, mas precisamos que haja uma reformulação”, esclareceu o secretário de Estado de Polícia Civil, delegado Felipe Curi.

Ainda no âmbito da operação, agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) recapturaram um homem condenado a oito anos de prisão por roubo. Ele havia sido beneficiado com liberdade condicional, descumpriu as condições impostas e não retornou ao regime fechado. Após trabalho de inteligência, foi localizado e preso. Segundo a Polícia Civil, o criminoso possui extenso histórico, com dezenas de anotações por crimes patrimoniais.

De acordo com a Sepol, a nova etapa da Operação Espoliador segue a mesma estratégia das anteriores, com base em inquéritos conduzidos pelas unidades da Polícia Civil que identificaram criminosos de alta periculosidade com mandados expedidos pela Justiça. As investigações indicam ainda que parte dos roubos é fomentada por narcotraficantes que, além do tráfico de drogas, exploram os territórios com outras atividades ilícitas.

 

Mayra Gomes

Megaoperação Espoliador prende mais de 400 investigados por crimes patrimoniais


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