Light acusa 4.500 ‘gatos’ e rombo de R$ 88 milhões no Sul Fluminense
Foto: Divulgação
O furto de energia elétrica no Sul Fluminense atingiu níveis alarmantes e já provoca um prejuízo estimado em R$ 88 milhões por ano apenas na região do Vale do Paraíba. O impacto está diretamente ligado à existência de cerca de 4.500 ligações clandestinas, segundo dados da Light, concessionária responsável pelo fornecimento em parte do estado.
O problema ganha dimensão ainda maior quando analisado no contexto geral da companhia. A Light atende cerca de 4 milhões de clientes, o equivalente a aproximadamente 10 milhões de pessoas em 31 municípios do Rio de Janeiro. Mesmo com essa estrutura, a empresa enfrenta perdas expressivas: em algumas áreas, até 40% dos consumidores furtam energia, ou seja, a cada 100 clientes regulares, 40 utilizam ligações ilegais.
No Sul Fluminense, onde a Light opera em cidades como Volta Redonda e Barra Mansa, esse cenário pressiona diretamente a rede elétrica e o bolso do consumidor. As perdas bilionárias registradas pela concessionária acabam sendo parcialmente repassadas para as tarifas, elevando o custo da energia para quem paga corretamente.
Além do impacto financeiro, os “gatos” geram sobrecarga no sistema, aumentando o risco de quedas de energia, oscilações e acidentes graves. As ligações irregulares comprometem transformadores, reduzem a eficiência da rede e dificultam a manutenção do serviço.
Outro dado que chama atenção é o perfil das fraudes. Embora historicamente associadas a áreas residenciais, as irregularidades também envolvem estabelecimentos comerciais e consumidores de maior porte, ampliando o prejuízo.
Para especialistas do setor elétrico, o combate ao furto de energia passa por reforço na fiscalização, investimento em tecnologia e ações integradas com forças de segurança. Ainda assim, os números mostram que o desafio é estrutural.
Mayra Gomes
Light acusa 4.500 ‘gatos’ e rombo de R$ 88 milhões no Sul Fluminense




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