Itatiaia é finalista do Prêmio Nacional do Turismo
Foto: Divulgação
Itatiaia – O Parque Nacional do Itatiaia, Unidade de Conservação federal administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), é um dos três finalistas do Prêmio Nacional do Turismo 2025, organizado pelo Ministério do Turismo (Mtur) e pelo Conselho Nacional do Turismo (CNT).
O projeto “Natureza Sem Barreiras: Itatiaia Acessível” disputa na categoria Equidade, Diversidade e Inclusão no Turismo, destinada a reconhecer ações que ampliem oportunidades, reduzam desigualdades e promovam um turismo mais acessível no país.
O projeto “Natureza Sem Barreiras” representa uma mudança estrutural na forma de promover turismo de natureza em UCs Federais. Nos últimos dois anos, o Parque, localizado entre os estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro, implementou avanços significativos, como a Cachoeira Acessível do Camapuã – a primeira do Rio de Janeiro e segunda do Brasil –, o Caminho Acessível do Voluntariado, o Bosque Sensorial Acessível, a Alameda Conectar e a qualificação do Centro de Visitantes com audiodescrição, libras, braile e recursos visuais acessíveis.
Além disso, realizou ações como o 1º Encontro Nacional de Acessibilidade em Unidades de Conservação Federais e a Corrida Caminhos Acessíveis, evento esportivo inclusivo que reuniu pessoas com deficiência, voluntários e visitantes.
“As iniciativas colocam o Itatiaia na vanguarda do turismo acessível e inclusivo no Brasil, demonstrando que é possível unir conservação ambiental, inovação, justiça social e ampliação de oportunidades”, destacou Felipe Mendonça, chefe do Parque Nacional do Itatiaia. “O reconhecimento nacional reforça o compromisso institucional do ICMBio com a democratização do acesso à natureza e com a construção de políticas públicas de inclusão nas áreas naturais protegidas. Ser finalista já é, por si só, um reconhecimento nacional de excelência e impacto”, reforça.
Além do Parque Nacional do Itatiaia, outros projetos desenvolvidos em UCS de gestão do ICMBio estão entre os finalistas do prêmio, em diferentes categorias. O Grande Reserva Mata Atlântica, do Parque Nacional de Superagui e do Parque Nacional Saint-Hilaire/Lange, ambos no litoral do Paraná, está concorrendo na Categoria Governança e Gestão do Turismo.
A Grande Reserva Mata Atlântica é uma iniciativa voluntária que reúne diversos atores – públicos, privados, comunitários, não governamentais e da academia – para promover ações de desenvolvimento regional focadas no turismo de natureza dentro do maior remanescente de Mata Atlântica do mundo.
O Povoado Bar da Hora, sediado no município de Barreirinhas (MA), na área de amortecimento do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, concorre na categoria Turismo de Base Comunitária. O local é uma vila de pescadores tradicional localizada entre Atins e Mandacaru, que proporciona aos visitantes a possibilidade explorar atrações diversas, incluindo caiaque e pesca tradicional, além de vivenciar um estilo de vida natural, comunitária e sustentável.
Já o projeto Tecendo Rendas e Conectando Saberes na Amazônia, que promove uma visitação organizada que é modelo em turismo de base comunitária, desenvolvido na Floresta Nacional Tapajós e na Reserva Extrativista Tapajós Arapiuns (PA), concorre na categoria Economia Criativa e Produção Associada ao Turismo.
A Trilha Amazônia Atlântica, com 468 quilômetros de extensão, passa por quatro Reservas Extrativistas paraenses, e é referência em conservação, turismo sustentável e valorização cultural é finalista na categoria Trilhas de Longo Curso como Vetores de Desenvolvimento Turístico.
A Trilha Caminho da Fé, que passa por duas Áreas de Proteção Ambientais federais, a APA Bacia do Rio Paraíba do Sul e a APA Serra da Mantiqueira e pela Área de Relevante Interesse Ecológico Buriti de Vassununga, todas em São Paulo, também é finalista na mesma categoria.
“Ver tantas iniciativas bem-sucedidas de turismo em unidades de conservação federais sendo reconhecidas nos motiva a incentivar cada vez mais o contato das pessoas com a natureza, por meio da visitação sustentável nas unidades de conservação federais, sejam parques, florestas ou reservas extrativistas”, afirma Carla Guaitanele, coordenadora-geral de Uso Público (CGEUP) do ICMBio.
“Lançamos recentemente o Programa Natureza com as Pessoas, que busca melhorar estruturas de visitação e promover benefícios sociais, econômicos e culturais nos territórios protegidos e em seu entorno. Nosso objetivo é que, por meio da visitação, as pessoas se engajem na conservação da natureza. Afinal, que conhece, cuida”, explica.
Sobre o Prêmio
Criado para valorizar e dar visibilidade a ações de destaque no setor, o Prêmio Nacional do Turismo chega à sua quarta edição como a maior premiação pública do turismo brasileiro, reunindo iniciativas inovadoras, sustentáveis e inspiradoras de todas as regiões do país.
A edição de 2025 recebeu projetos de órgãos públicos, instituições privadas, organizações da sociedade civil e profissionais que têm transformado a experiência turística no Brasil. O resultado final será divulgado em 4 de dezembro de 2025, durante a cerimônia oficial do Ministério do Turismo a ser realizada em Brasília.
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adrielly ribeiro




