Homem é assassinado dentro de bar em Barra Mansa

Marcelo Manoel da Silva, conhecido como “Bozó”, de 53 anos, foi assassinado a tiros no início da madrugada desta quarta-feira (4), na Rua Antônio da Silva Reis, no bairro Nova Esperança, em Barra Mansa. De acordo com as informações iniciais, a vítima foi baleada dentro de um bar da localidade. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foram acionadas, mas apenas puderam constatar o óbito no local.

Marcelo tinha anotações criminais por tráfico de drogas, associação ao tráfico e posse ilegal de arma de fogo. Ele já havia sido condenado por tráfico e posse de arma, chegou a cumprir pena no sistema penitenciário, mas atualmente estava em liberdade. Até o momento desta publicação, não havia detalhes sobre a autoria e motivação do crime. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, que busca informações que possam levar aos responsáveis pelo homicídio.

Nas redes sociais, moradores do loteamento Nova Esperança e bairro São Luís compartilharam um texto em homenagem ao Bozó. “Hoje o Loteamento e o São Luís amanheceram diferentes. Mais silenciosos. Mais pesados. Não foi apenas uma notícia. Foi como se um pedaço inteiro da nossa infância tivesse sido arrancado de nós. Marcelo… nosso eterno Bozó. Para alguns, ele podia ser apenas mais um homem do bairro. Para nós, que crescemos ali, ele era presença constante. Era figura marcada nas esquinas, nas calçadas, nas ruas onde a vida acontecia de verdade. Bozó nunca foi perfeito. Tinha seus defeitos — e não eram poucos. Tinha seu jeito intenso, sua personalidade forte, suas falhas humanas como qualquer um de nós. Mas acima de tudo, tinha algo que não se aprende, não se compra e não se finge: Um coração gigante. Ele era proteção. Era aquele que ficava por perto enquanto as crianças brincavam até o sol ir embora. Era quem observava de longe, atento, garantindo que nada de ruim se aproximasse. Era quem acompanhava até a porta de casa quando a rua começava a escurecer. Era quem chamava atenção quando precisava — mas nunca deixava faltar cuidado. Num mundo onde tantas crianças crescem invisíveis, ele enxergava.

Ele se importava. Ele protegia meninos e meninas como se fossem parte da própria família. Bozó era alegria espalhada na rua. Era brincadeira, implicância, risada alta. Era aquele adulto que participava, que se misturava, que fazia parte da nossa fase mais pura da vida. Ele viu uma geração inteira crescer. Viu tombos de bicicleta, viu joelhos ralados, viu segredos de adolescência, viu sonhos começando a nascer. E estava lá. Sempre lá. Para muitos de nós, ele significou segurança quando ainda éramos pequenos demais para entender o mundo. Significou respeito. Significou família. Hoje a violência cala sua voz.
Mas não cala a memória construída em cada esquina. Não apaga as tardes ensolaradas cheias de risadas. Não apaga a sensação de estar seguro. Não apaga o homem que, do jeito dele, escolheu proteger uma geração inteira. A dor que sentimos hoje é grande. A revolta é inevitável. A saudade já começa a apertar. Mas maior que tudo isso é a marca que ele deixou.

Bozó não foi apenas uma pessoa. Foi parte da nossa formação. Foi símbolo de proteção. Foi fase da nossa vida. Foi capítulo importante da nossa história. E quem marca a infância de alguém… Nunca morre de verdade. Que Deus receba sua alma.
Que haja paz onde hoje existe dor. E que o Loteamento e o São Luís jamais esqueçam quem ele foi para nós. Descanse em paz, Marcelo. Nosso eterno Bozó. Guardião das nossas ruas. Memória viva no coração de todos que cresceram sob o seu olhar. Gratidão por tudo”.

Informa Cidade

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