Governo do Estado mantém alerta máximo e monitora chuvas no RJ

Estado do Rio – O Governo do Estado do Rio de Janeiro mantém equipes em alerta máximo e monitora, em tempo real, as fortes chuvas que atingem todo o território fluminense desde esta quarta-feira (17). O acompanhamento é feito pelo Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), que reúne dados meteorológicos, hidrológicos e geológicos para orientar as ações de resposta e prevenção.

De acordo com o monitoramento oficial, o risco geológico é considerado alto nos municípios de Santo Antônio de Pádua e Aperibé, no Noroeste Fluminense. Outras regiões do estado também permanecem em nível elevado de atenção, conforme o panorama atualizado do Monitoramento do Risco Hidrológico divulgado pela Defesa Civil.

“Estamos acompanhando a situação minuto a minuto. O Estado está mobilizado, com todas as áreas trabalhando de forma integrada para proteger vidas, apoiar os municípios e agir rapidamente onde houver risco. Nosso foco absoluto é a segurança da população”, afirmou o governador Cláudio Castro.

Na Região Serrana, as buscas por um homem desaparecido em Petrópolis foram retomadas na manhã desta quinta-feira (18). Segundo o Cemaden-RJ (Centro Estadual de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais do Rio de Janeiro), o solo segue instável, o que exige atuação cautelosa das equipes. Desde quarta-feira, o Corpo de Bombeiros atendeu cerca de 40 ocorrências relacionadas às chuvas em todo o estado, principalmente por quedas de árvores, acidentes de trânsito e salvamentos.

Os volumes de chuva registrados nas últimas 24 horas reforçam o cenário de atenção. Petrópolis lidera o acumulado, com 121,6 mm, seguida por Duque de Caxias (102,6 mm), Magé (82,8 mm), Teresópolis (71,0 mm) e Guapimirim (56,7 mm).

Desde a madrugada, o Comitê Estadual de Chuvas permanece ativado, reunindo Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Inea e outros órgãos. As equipes atuam diretamente no apoio aos municípios, com ações de resgate, vistorias técnicas, desobstrução de vias e monitoramento constante de áreas sujeitas a deslizamentos e alagamentos.

Na Baixada Fluminense, bombas de drenagem operam de forma contínua nos pólderes do Outeiro e do Pilar. Além disso, máquinas do programa Limpa Rio foram mobilizadas para ações emergenciais em Duque de Caxias, Belford Roxo, Mesquita, Nilópolis e Itaguaí.

Em Petrópolis, o Inea atua com cerca de 40 profissionais no túnel extravasor, além do uso de retroescavadeiras, escavadeiras hidráulicas e caminhões. O programa Limpa Rio mantém sete frentes de trabalho no município e já retirou mais de 38 mil metros cúbicos de sedimentos de rios e córregos ao longo de 2025.

A Defesa Civil reforça o alerta para que a população evite áreas de risco, acompanhe os avisos enviados por SMS e aplicativos oficiais e siga as orientações das autoridades. Em situações de emergência, o acionamento deve ser feito pelo telefone 193.

Agatha Amorim

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