Governança constrói legado de ética, pessoas e futuro na Nova Serra das Araras

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Rio / São Paulo – Na quarta e última reportagem da série especial “Boas Práticas ESG”, o Diário do Vale encerra o projeto abordando o pilar Governança, destacando as práticas adotadas pela RioSP, uma empresa Motiva, responsável pela construção da Nova Serra das Araras, um dos maiores e mais estratégicos empreendimentos de infraestrutura rodoviária da América Latina.

Em obras dessa magnitude, governança deixa de ser apenas um conceito corporativo e passa a ser uma prática cotidiana, aplicada desde a alta liderança até o canteiro de obras. Compliance, ética, escuta ativa, diversidade e valorização das pessoas formam a base do modelo de gestão adotado pela concessionária.

À frente dessa estrutura está a diretora-presidente da RioSP, Carla Fornasaro, que soma quase 22 anos de trajetória na companhia — sete deles na liderança máxima da operação. Sua história profissional se confunde com a própria consolidação da governança da empresa.

“Eu passei por diversas áreas: comunicação, relações institucionais, meio ambiente, sustentabilidade, jurídico e até uma passadinha pela operação. Foi um aprendizado muito longo, mas essencial. Para se desenvolver, é preciso ganhar uma série de conhecimentos”, afirma Carla.

Segundo a executiva, essa vivência transversal contribui diretamente para uma gestão mais responsável e integrada.

“Hoje é uma alegria enorme estar à frente da RioSP, administrando rodovias tão estratégicas e liderando uma equipe que faz coisas grandiosas. Governança, para mim, é isso: conhecer o negócio por inteiro e colocar as pessoas no centro das decisões.”

Compliance e ética como pilares da operação

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Um dos principais instrumentos dessa governança é o sistema de compliance, voltado ao cumprimento rigoroso das leis, normas internas e padrões éticos, além da prevenção e correção de irregularidades.

De acordo com Virgilius Morais, gerente de implantação da RioSP, o foco está na criação de um ambiente seguro e respeitoso:

“Cuidar de pessoas é essencial. Para isso, precisamos de um ambiente de respeito. Temos um canal 0800 de denúncias, e qualquer situação é investigada para garantir um ambiente saudável, onde todos possam desempenhar suas atividades da melhor forma.”

Carla reforça que a ética não pode ser apenas um discurso institucional.

“Governança não acontece só nos relatórios. Ela acontece quando a pessoa sente que pode falar, que será ouvida e respeitada. Isso vale para quem está no escritório e, principalmente, para quem está no campo, na linha de frente da obra.”

Governança no canteiro: escuta ativa e diálogo constante

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Com mais de cinco mil trabalhadores atuando simultaneamente em 34 frentes de trabalho, a gestão diária da Nova Serra das Araras exige proximidade e diálogo permanente. Além do canal de denúncias anônimas, a RioSP e a construtora parceira adotam uma política de escuta ativa, com diálogos diários junto aos operários.

A estagiária da área social, Laura dos Santos Nascimento, explica como esse contato acontece na prática: “Todos os dias temos o diálogo geral. A gente absorve as demandas mais citadas por eles e promove debates sobre esses temas. Esse contato é fundamental para melhorar o ambiente de trabalho.”

Para a diretora-presidente da RioSP, essa rotina reforça a cultura de governança participativa. “Quando você escuta quem está executando a obra, você melhora processos, previne conflitos e fortalece o senso de pertencimento. Governança também é diálogo.”

Diversidade e igualdade de gênero: liderança que inspira

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Outro eixo central da governança da Motiva é a valorização da diversidade, com destaque para a igualdade de gênero — um tema ainda mais relevante em um setor historicamente masculino, como a construção civil.

Em 2024, quase metade da força de trabalho nas rodovias administradas pela Motiva já era composta por mulheres, reflexo direto de uma política conduzida desde a alta liderança.

Carla Fornasaro reconhece que, mesmo hoje, sua presença no cargo ainda causa surpresa em alguns ambientes.

“Às vezes eu vou a eventos e escuto: ‘Nossa, é você a presidente da RioSP?’. Isso mostra como ainda precisamos avançar. Mas também é muito especial poder estar aqui como mulher, incentivando outras mulheres.”

Mãe de uma menina, ela destaca o impacto simbólico dessa representatividade.

“Eu espero que, no futuro, quando a minha filha — se quiser — chegar a um cargo como esse, isso não seja mais surpreendente. Que as pessoas não se surpreendam por ela ser mulher.”

Essa política se reflete também nos canteiros de obras. É o caso de Rafaela Galdina, que começou como auxiliar de serviços gerais e hoje atua como ferramenteira após capacitação pelo SENAI.

“Fiz um curso com apoio da empresa, pedi a troca de função e hoje estou aqui. Para mim está sendo maravilhoso. Sempre fui respeitada.”

Histórias semelhantes são vividas por profissionais como Nicole Buuda, engenheira que saiu da Bahia em busca de crescimento profissional, além de Cyntia Moraes, Amanda Nunes e Francisca Pinheiro, que relatam um ambiente cada vez mais inclusivo e profissional.

O analista de sustentabilidade da obra, Adriano Dória, resume: “O mérito é todo delas. As mulheres têm mostrado comprometimento, dedicação e vontade de fazer parte desse projeto e da própria trajetória profissional dentro da obra.”

Governança, sustentabilidade e legado

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Para Carla, liderar a RioSP vai além da entrega de obras. “Administrar a Via Dutra e a BR-101 é garantir um caminho melhor para milhões de pessoas passarem, mas também um caminho justo para mais de 1.100 colaboradores diretos e milhares de trabalhadores envolvidos nas obras.”  Ela destaca a Nova Serra das Araras como símbolo desse modelo. “É a maior obra de infraestrutura rodoviária da América Latina. São mais de 1.500 pessoas só nesse empreendimento. Ver tudo isso acontecendo com respeito, diversidade e governança é um presente.”

Ao encerrar a série Boas Práticas ESG, o Diário do Vale evidencia que, na RioSP e na Motiva, governança é mais do que um pilar: é uma cultura que se constrói diariamente, com liderança responsável, ética, inclusão e compromisso com a sociedade.

Investimento de R$ 1,5 bilhão

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A Nova Serra das Araras representa um dos maiores investimentos em infraestrutura rodoviária do país, com aporte estimado em cerca de R$ 1,5 bilhão. O empreendimento tem forte impacto socioeconômico, com a geração de mais de cinco mil empregos diretos, mobilizando trabalhadores de diferentes especialidades e fortalecendo a economia regional.

As obras estão distribuídas em 34 frentes de trabalho simultâneas, o que evidencia a complexidade e a dimensão do projeto. Ao todo, estão sendo construídas 24 obras de arte especiais, entre viadutos, pontes, estruturas fundamentais para garantir mais segurança, fluidez e eficiência ao tráfego em um dos trechos mais estratégicos do país.

Do ponto de vista da mobilidade, os benefícios são expressivos. A nova configuração da serra proporcionará maior segurança viária, com redução significativa de riscos de acidentes, além da diminuição dos congestionamentos, especialmente em períodos de maior fluxo. A obra também trará melhoria no deslocamento entre os estados do Rio de Janeiro e São Paulo, contribuindo para a eficiência logística, a integração regional e o fortalecimento do transporte de cargas e de passageiros em um dos principais corredores econômicos do Brasil.

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adrielly ribeiro

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