Golpes no Carnaval: descuidos com celular e cartão podem gerar prejuízos

golpes carnaval celular (2)

Foto – Divulgação
Combinação entre distração, consumo de álcool e uso intenso de tecnologia transforma a festa em um cenário favorável para criminosos

Sul Fluminense – Com o aumento das aglomerações durante o Carnaval, crescem também os registros de furtos, roubos e golpes financeiros envolvendo celulares e cartões bancários. A combinação entre distração, consumo de álcool e uso intenso de tecnologia transforma a festa em um cenário favorável para criminosos. Segundo o professor do curso de Direito da Estácio, Cláudio Santos, pequenos cuidados antes e durante a folia podem evitar grandes prejuízos — e até impedir a prática de crimes em larga escala.

O alerta ganha relevância especialmente em um contexto em que o celular concentra dados bancários, documentos, redes sociais e acesso a aplicativos financeiros. “Hoje, perder o celular não significa apenas ficar sem o aparelho. Significa correr o risco de ter a vida financeira e pessoal invadida”, destaca o professor.

De acordo com Cláudio Santos, a principal orientação ocorre antes mesmo de o folião ir para a rua. “O ideal seria deixar o celular em casa, mas sabemos que isso não acontece. Então, o mínimo necessário é garantir que o aparelho esteja bem protegido”, afirma.

Clique aqui para fazer parte da comunidade do Diário do Vale no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal do Diário do Vale no WhatsApp

Entre as medidas recomendadas estão o uso de senhas fortes, biometria e bloqueios específicos em aplicativos bancários e redes sociais. Sistemas de localização e bloqueio remoto também devem estar ativados. “Essas configurações dificultam o acesso indevido e reduzem bastante o risco de prejuízos financeiros”, explica.

Caso o celular seja roubado ou furtado, o professor orienta que a vítima procure imediatamente a Polícia Civil para registrar o boletim de ocorrência e entre em contato com as instituições bancárias para bloquear o acesso aos aplicativos. “Essas ações precisam ser rápidas. Quanto menor o tempo de resposta, menor a chance de prejuízo”, reforça.

Maquininhas adulteradas e pagamentos por aproximação

Outro ponto de atenção envolve os golpes com cartões, especialmente em ambientes lotados. Segundo o docente, o consumidor deve sempre conferir atentamente o valor exibido na maquininha antes de digitar a senha ou realizar o pagamento por aproximação.

“Existem casos em que o golpista simula a tela de valor, mas na verdade está apenas observando a senha digitada pela vítima. Com o cartão clonado e a senha em mãos, o prejuízo pode ser muito maior”, alerta Cláudio Santos.

O professor também chama atenção para o pagamento por aproximação, que dispensa senha em valores mais baixos. “Em blocos lotados, há registros de criminosos que encostam a maquininha discretamente no bolso da vítima. Por isso, a recomendação é desativar essa função durante grandes eventos”, orienta.

Denunciar sempre, mesmo valores baixos

Mesmo quando o prejuízo parece pequeno — como R$ 50 ou R$ 100 — a denúncia é fundamental. Segundo o professor, o impacto vai além da vítima individual. “Quando a pessoa denuncia, isso gera estatísticas para a segurança pública, que passam a entender onde e como os crimes estão acontecendo”, explica.

Ele exemplifica: “Imagine mil pessoas sofrendo golpes de R$ 10 em um mesmo bloco. Se ninguém denuncia, um criminoso pode lucrar R$ 10 mil sem qualquer registro oficial. A denúncia ajuda a combater esse tipo de prática”.

Para sair mais protegido juridicamente durante o Carnaval, a dica é simples e acessível. “Use bolsas pequenas, próximas ao corpo, de preferência na parte da frente. Evite deixar celular, cartão ou dinheiro em bolsos traseiros”, recomenda Cláudio Santos.

Segundo ele, medidas básicas fazem grande diferença no final. “É um cuidado simples, mas que reduz muito as chances de furto e golpe. No Carnaval, prevenção ainda é a melhor defesa”, conclui.

 

 

 

Mayra Gomes

Golpes no Carnaval: descuidos com celular e cartão podem gerar prejuízos


Translate »