FLIRC 2025: Feira movimenta mais de 3,5 mil pessoas em Rio Claro

Foto – Cris Oliveira
Feira contou com a participação de cerca de 70 autores independentes, rodas de conversa, contação de histórias, apresentações de estudantes e exposições de trabalhos escolares

RIO CLARO – “Tia, estou no paraíso hoje”. A frase, ouvida por uma criança durante a 7ª Feira Literária de Rio Claro (FLIRC), foi compartilhada pela secretária de Educação, Thais Isabelle de Carvalho, para traduzir o impacto do evento realizado nos dias 15 e 16 de agosto, no entorno da Praça Fagundes Varela, no Centro. A feira contou com a participação de cerca de 70 autores independentes, rodas de conversa, contação de histórias, apresentações de estudantes e exposições de trabalhos escolares. A organização estima que aproximadamente 3,5 mil pessoas prestigiaram a programação nos dois dias.

Em 2025, a FLIRC ganhou um formato ampliado, fruto da parceria entre as secretarias de Educação e de Desenvolvimento Econômico, Cultura, Turismo, Esporte e Lazer. Entre as novidades estiveram a Flirczinha – voltada ao público infantil –, área gastronômica, espaço para artesãos locais, shows musicais, além do Show de Talentos, que reuniu estudantes e integrantes da comunidade. A programação começou às 9 horas e se estendeu até as 21.

Segundo a secretária Thais Isabelle, o grande diferencial foi a participação mais ampla da população. “A feira ficava muito restrita à apresentação dos trabalhos dos estudantes e dessa vez envolveu muito mais. Foram diversas rodas de conversas sobre temas relevantes, toda construção do trabalho das 16 escolas através da produção dos estudantes, os próprios alunos tendo uma valorização e subindo para se apresentarem no palco principal. Foi uma feira muito diversa e o público pôde conhecer diversas histórias”, avaliou.

A feira também cumpriu seu papel de valorizar o poeta rio-clarense Fagundes Varela, homenageado pelo evento. “Encaixamos na proposta da FLIRC nas escolas em março começando com Fagundes Varela e depois apresentando os demais autores. Cada escola dentro de suas características escolheu o autor a ser trabalhado na exposição de trabalhos. Mas o nosso poeta é conhecido muito em Niterói, na nossa própria cidade é pouco, mas estamos ano após ano tratando essa consciência e agora, com essa dimensão maior, tenho certeza que nosso objetivo foi cumprido”, ressaltou Thais.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, Brindisi Biondi, a FLIRC reforça a integração entre educação e cultura. “A literatura é um agente transformador da cultura. Ela não apenas documenta a cultura, mas também molda, promovendo a educação, diálogo e mudança social do povo”, afirmou.

O prefeito Babton Biondi destacou a adesão da comunidade e a presença de visitantes de outras cidades. “Rio Claro está deixando de ser apenas um local de passagem para se firmar como uma localidade que tem muito a oferecer. A educação transforma vidas e esse é um objetivo da nossa gestão: promover consciência nas crianças e adolescentes para que no futuro eles tenham uma profissão e suas vidas transformadas”, declarou.

Foto – Cris Oliveira
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Participações na FLIRC

Além de autores renomados, como Nilma Boechat, Júlio Emílio Braz, Guto Mello, Carmem Teresa, Paulo Bi e Bruno Black, a feira recebeu também a presença especial do “Menino que Planta”, personagem do livro Xandinho, de Nilma Boechat.

Alexandre Bensabat Filho, de 12 anos, planta árvores desde os três anos e meio e já soma mais de quatro mil exemplares espalhados pelo Estado do Rio de Janeiro. “Quando eu tinha três anos e meio caiu uma semente no meu quintal. Meu pai falou, se você enterrar as sementes vão nascer várias árvores. Aí, eu fui enterrando, enterrando. Quando eu fui ver, tinham 60 árvores no meu quintal. Minha mãe falou que era para arrumar outro lugar e aí começou o projeto. Surgiram apelidos, eu passei a tomar gosto. Eu gostei mais do apelido Menino que Planta, e aí surgiu Menino que Planta e estamos aqui até hoje”, contou Alexandre que virou personagem de livro.

Xandinho destacou a importância de sua missão ambiental. “Pelo meio ambiente a gente deve se esforçar ao máximo. Imagina se cada pessoa plantasse uma árvore o que seria do nosso planeta. Seria um mundo mais verde, muito melhor, mas infelizmente as pessoas não ligam pro meio ambiente. As pessoas só querem ficar na tela do celular, não se importam o que acontece ao redor”, lamentou, reforçando que segue viajando por todo o Estado para estimular crianças e jovens a adotar essa consciência.

Entre os 70 autores independentes que participaram da feira, esteve a escritora, neuropsicopedagoga e educadora emocional Fabiana do Nascimento. Para ela, a experiência foi enriquecedora. “A FLIRC é uma grande oportunidade para que os autores independentes possam expor e apresentar seus belíssimos trabalhos. Temos o desejo de levar nosso conhecimento e dedicação ao público, a cada obra lançada. E esse evento nos proporcionou essa troca de saberes. Foi um prazer fazer parte e prestigiar esse excelente trabalho”, destacou.

 

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Mayra Gomes
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