Enfermeira de Volta Redonda sofreu atropelamento acidental em Piraí, divulga Polícia Civil
A Polícia Civil de Piraí divulgou, na tarde deste domingo (22), que a enfermeira de Volta Redonda, Rosa Maria Lages Dias, de 82 anos, morreu vítima de um atropelamento acidental na tarde do último sábado (21), em uma propriedade particular no distrito de Arrozal, em Piraí. O delegado Antonio Furtado classificou a ocorrência como extremamente sensível, caracterizada como um acidente sem qualquer indicativo de ação intencional, mas que será apurada com todo rigor técnico necessário. Segundo Furtado, o marido, médico e morador de Volta Redonda, manobrava a caminhonete em uma área inclinada, dentro do terreno do casal e, ao realizar uma ré em um trecho de ladeira, ele perdeu o controle do veículo e acabou atropelando a esposa, que estava atrás do automóvel. Rosa foi socorrida por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada ao Hospital Flávio Leal, mas não resistiu aos ferimentos.
— Os laudos médicos são fundamentais para esclarecer a dinâmica do ocorrido, e confirmam que as lesões observadas são compatíveis com atropelamento, afastando, até o momento, qualquer outra hipótese. Segundo os registros de atendimento de emergência, foram realizadas manobras de ressuscitação, porém a paciente deu entrada na unidade hospitalar já em parada cardiorrespiratória irreversível — destacou o delegado Antonio Furtado. Furtado informou que após o acidente o marido de Rosa passou mal, apresentando estado de choque emocional, e também precisou de atendimento médico. Em razão do abalo psicológico e de estar sob efeito de medicação, ele ainda não prestou depoimento formal.
— Estamos aguardando o momento adequado para ouvi-lo, respeitando sua condição clínica e emocional, pois além de investigado ele também é provavelmente vítima indireta de uma tragédia familiar — pontuou o delegado Antonio Furtado. Policiais militares que atenderam a ocorrência e um familiar já foram ouvidos. A expectativa é que o inquérito seja concluído pela Polícia Civil em até 30 dias e encaminhado à Justiça. A investigação aponta para possibilidade de homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
— Em casos como este, a lei trata como homicídio culposo, quando não há dolo, ou seja, intenção de produzir o resultado, cabendo à investigação esclarecer tecnicamente todos os elementos. A legislação brasileira prevê, em situações dessa natureza, a possibilidade de perdão judicial, aplicável quando as consequências do fato atingem o próprio autor de maneira tão grave que tornam desnecessária a pena de prisão prevista, para esse caso é de 2 a 4 anos, diante do sofrimento nele causado — frisou o delegado Antonio Furtado. O sepultamento de Rosa foi na manhã deste domingo (22) no Cemitério Portal da Saudade, em Volta Redonda.
Informa Cidade
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