Egresso do UniFOA atua no desenvolvimento global de terapias anticâncer
Volta Redonda — Um percurso iniciado em sala de aula no Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) levou o médico Bruno Paula a atuar hoje em uma das maiores farmacêuticas do mundo. Egresso do curso de Medicina da instituição, ele ocupa atualmente o cargo de diretor médico sênior na AstraZeneca, onde trabalha no desenvolvimento de terapias anticâncer.
A trajetória profissional inclui passagens por importantes centros de pesquisa e instituições de saúde, como o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a Universidade de Cambridge, o Sarah Cannon Research Institute e o Centro de Estudos Biossanitários. Além disso, Bruno também atuou no sistema de saúde britânico após revalidar seu diploma, ampliando sua experiência clínica em um dos modelos mais estruturados da medicina mundial.
Segundo o médico, a base construída durante a graduação foi determinante para o desenvolvimento da carreira. “Tive acesso não apenas a especialistas em Medicina, mas a professores e pesquisadores que me apoiaram e me trataram como igual. Busquei cenários clínicos diversos, responsabilidade progressiva e integração de evidências no cuidado. Essa postura começou no UniFOA e moldou a forma como atuo até hoje”, afirma.
Ainda durante a formação, o contato com pesquisa clínica e mentoria acadêmica contribuiu para acelerar seu crescimento profissional. “A exposição à pesquisa clínica, o acesso a mentores e o investimento em inglês técnico foram fundamentais. Isso abriu portas e me ensinou a transformar perguntas clínicas em evidência útil”, explica.
Atualmente, sua atuação envolve decisões de grande impacto, voltadas ao desenvolvimento de novos tratamentos oncológicos. “Foco no paciente, responsabilidade social e inovação aliada ao pragmatismo clínico são pilares que conectam ciência, ética e execução”, destaca.
No cenário global, Bruno ressalta a necessidade de ampliar o olhar da prática médica. “Aprendi a pensar impacto em escala. Desde a graduação, fui treinado a considerar riscos, benefícios, equidade de acesso e transparência. Esse raciocínio sustenta decisões que, no fim, afetam milhões de pessoas”, pontua.
Para ele, a formação médica deve ir além do conhecimento técnico. “A técnica assegura a qualidade, a ética define limites, o pensamento crítico reduz vieses e a visão humana alinha a ciência ao que realmente importa: as pessoas”, afirma.
Ao refletir sobre a própria trajetória, o médico destaca a importância de aproveitar oportunidades ao longo do caminho. “O esforço valeu a pena. Hoje, trabalhar com populações que enfrentam problemas reais reforça meu propósito e a responsabilidade de usar a ciência para reduzir desigualdades”, diz.
Aos estudantes que iniciam a carreira, a orientação é direta: “Invistam em inglês, pesquisa clínica e gestão. Procurem mentores, publiquem quando possível e não tenham medo de sair da zona de conforto”.
Mayra Gomes
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