Educação superior no interior do Rio cresce mesmo em cidades pequenas
Foto: Samuel Gonçalves
Marcelo dos Santos, coordenador, e Wagner Novo, assessor da Unip, explicam a estrutura e o acompanhamento dos alunos nos polos
Estado do Rio – No Brasil, a oferta de educação superior enfrenta desafios logísticos e estruturais, mas continua avançando, levando oportunidades a cidades de diferentes tamanhos. Instituições que combinam estrutura adequada, acompanhamento próximo dos alunos e cumprimento das normas do Ministério da Educação (MEC) ajudam a ampliar o acesso à formação de qualidade e fortalecem o desenvolvimento local.
No estado do Rio de Janeiro, cidades menores também registram crescimento em matrículas. Porto Real, com cerca de 20 mil habitantes, se destaca por manter alta matrícula em cursos de graduação da Universidade Paulista (Unip).
“Quando falamos de cidades menores, como Porto Real, mesmo sendo 20 mil habitantes, temos alta matrícula porque oferecemos estrutura e acompanhamento. A concorrência e a capacidade técnica do gestor influenciam muito nos resultados, e nós temos aqui”, explica Marcelo dos Santos, coordenador do polo local.
O modelo adotado segue as regras do novo marco regulatório para licenciaturas, que exige 50% de carga presencial. Desses, 30% correspondem a atividades estritamente presenciais, enquanto outros 20% podem ser realizadas de forma síncrona mediada, ou seja, online em tempo real com orientação de professores ou tutores.
“As licenciaturas precisam ter 50% de carga presencial. Não necessariamente essa carga presencial precisa ser só aula. Dentro dessa carga, você conta como estágio, atividade complementar obrigatória e a atividade de extensão, que a partir de 2023 passou a valer. São atividades que o aluno obrigatoriamente já fazia, mesmo quando era EAD”, detalha Wagner Novo, assessor da Unip para os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais.
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Essa exigência se reflete em práticas concretas: alunos de cursos como Educação Física, Enfermagem e outras áreas da saúde participam de atividades práticas que exigem supervisão direta, muitas vezes com um preceptor para cada dez estudantes. A estrutura mínima dos polos, incluindo laboratórios, acessibilidade e salas de aula, é fiscalizada rigorosamente para garantir qualidade e segurança, mesmo em localidades mais afastadas dos grandes centros.
O investimento na formação se traduz em resultados no mercado de trabalho. “Nós temos muitos alunos que fizeram concurso público e já passaram nos processos seletivos, professor. Temos funcionários que atuam em empresas da região, que conquistaram promoções, se tornaram líderes e chefes de equipe, e tiveram ascensão social. Isso é muito importante”, reforça Marcelo dos Santos.
O EAD, aliado ao modelo híbrido, permite flexibilidade sem abrir mão da disciplina: o processo seletivo da Unip é contínuo, com quatro ciclos ao longo do ano, possibilitando que alunos ingressem em diferentes períodos e ajustem suas disciplinas conforme a necessidade.
“O processo seletivo funciona de 1º de janeiro a 31 de dezembro, com quatro ciclos de entrada. Dependendo do ciclo, o aluno pode começar o semestre inteiro ou metade, e essas disciplinas podem ser ajustadas para o próximo ciclo. O EAD flexibilizou muito, mas exige determinação, dedicação e disciplina”, detalha Wagner Novo.
Além do polo de Porto Real, a Unip mantém mais de 13 polos no estado do Rio de Janeiro e presença em diversas regiões do país, oferecendo cursos de graduação e pós-graduação que atendem tanto a grandes centros quanto a cidades menores, com estrutura e acompanhamento adequados à realidade local.
Mayra Gomes
Educação superior no interior do Rio cresce mesmo em cidades pequenas


