CSN celebra 85 anos de história com olhar para o futuro
Volta Redonda – A CSN completa nesta quinta-feira (9) 85 anos de história. Primeira produtora integrada de aço plano no Brasil, a Usina Presidente Vargas (UPV), localizada em Volta Redonda, é um marco no processo de industrialização do país. Essa história começa em 9 de abril de 1941, quando o então presidente da República, Getúlio Vargas, decreta a criação da Companhia Siderúrgica Nacional. A implantação da CSN é um investimento dos Estados Unidos, já que o Brasil lutou ao lado dos norte-americanos na Segunda Guerra Mundial. A fábrica foi oficialmente inaugurada em outubro de 1946, no governo Eurico Gaspar Dutra. E transformou a geopolítica regional e a economia do país.
O aço produzido na UPV viabilizou a implantação das primeiras indústrias nacionais, transformando a matriz econômica, baseada até então na agricultura. A região foi escolhida para receber a planta em função da logística, com acesso fácil a rodovias e ferrovias. Na época, Volta Redonda era o oitavo distrito de Barra Mansa. Mas com o crescimento da localidade em função da industrialização, um movimento de emancipação surgiu. E em 1954, um novo município surgiu. Forjada pelo fogo do alto-forno, a Cidade do Aço se transformou em uma locomotiva regional.
“Hoje pra você ter uma ideia, a CSN é responsável por mais de sessenta por cento da arrecadação de impostos do município de volta redonda. ou seja, é o principal promotor do desenvolvimento social na região”, afirmou Augusto Lara, diretor executivo de siderurgia da CSN.
Mas nem só de produção de aço é feita a empresa. Ela é construída por pessoas. Colaboradores como o Edgard Gonçalves. Formado na Escoa Técnica Pandiá Calógeras, mantida pela companhia, ele trabalha há 45 anos na mesma oficina. Subiu de cargo ao longo da trajetória. Especialista em engenharia, ele é um dos funcionários mais antigos da empresa.
“Representa uma vida. Eu nasci de pai funcionário, irmãos mais velhos funcionários aposentados. E tudo que eu tenho hoje, agradeço à empresa. Tanto da minha criação através do meu pai, como da minha formação. E tudo que eu adquiri foi através do meu trabalho dentro da CSN”, relembrou.
A família Vieira também tem uma vida dedicada à companhia. Já são quatro gerações dentro da Usina Presidente Vargas. O pai, Ranieri, trabalhou por oito anos na empresa. E serviu de inspiração para os filhos Alan e Caio.
“Muita gratidão. Não tem como ser diferente. Todas as oportunidades que a gente teve aqui em Volta Redonda nós aproveitamos. Isso que eu falo para os meus filhos: a oportunidade vai aparecer e quem está mais preparado é que pega. Tem funções boas dentro da CSN. Só vai ficar com elas quem estiver mais preparado”, resumiu o aposentado.
Os mais novos da família já se estabeleceram na empresa. Alan, por exemplo, é gerente do alto forno.
“Quando a gente entra e começa a trabalhar em um equipamento desse, que é o coração da usina e
abastece todo o processo produtivo, é uma realização pessoal e profissional imensa. Poder estar na gestão e colaborar com o crescimento de outras pessoas é fantástico”, sentenciou Alan, de 36 anos.
O filho mais novo, Caio, tem apenas cinco anos de serviço e já é inspetor.
“A CSN para mim não é uma coincidência. Todos da família estão inseridos nisso. Então é uma continuidade, já que a gente chega e tem esse símbolo na nossa cidade e a gente tem muita gratidão por isso”, comentou o jovem de 27 anos.
E é com a força de trabalho destas pessoas que a CSN se transformou em um dos mais eficientes complexos siderúrgicos integrados do mundo, atuando em cinco setores: siderurgia, mineração, logística, cimento e energia.
“Hoje o grupo tem mais de 45 mil funcionários diretos globais. E mais de 20 mil deles operam aqui no município de Volta Redonda e na região Sul Fluminense, incluindo a unidade Porto Real”, complementou Lara.
A CSN também mostra sua preocupação com a comunidade em que está inserida. A empresa investiu nos últimos anos cerca de R$ 2 bilhões e prevê o investimento de mais R$ 70 milhões em 2026 em projetos de Meio Ambiente e Sustentabilidade. Além de desenvolver atividades sociais.
“A gente tem a Fundação CSN, que opera com vários projetos importantes, como o Garoto Cidadão, além projetos de incentivo ao esporte a à cultura. Temos também tem a CBSI, que tem um importante papel de suporte financeiro e econômico aos funcionários. Então a CSN é, de fato, uma empresa de alta relevância para a região e para a cidade”, analisou o diretor da empresa.
Mas apesar de tanta história, a Companhia Siderúrgica Nacional completa 85 anos de olho no futuro. Tradição e modernidade andando lado a lado, para promover operações industriais mais modernas e tecnológicas, proporcionando um ambiente de trabalho seguro e saudável.
“Nós temos um plano de investimento muito pujante. Estamos investindo valores bem significativos na siderurgia em especial. E vimos que nos próximos anos precisamos e iremos fazer planos de expansão relevantes pra aumentar a nossa competitividade e ajustar os nossos processos industriais para os novos padrões internacionais”, finalizou Augusto Lara.
Vinicius


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