CSN aposta em sustentabilidade e diversidade ao completar 85 anos

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Foto: Divulgação

Volta Redonda – A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) completa 85 anos neste mês de abril consolidada como um dos pilares da industrialização brasileira. Ao longo de sua trajetória, a empresa se manteve estratégica para o abastecimento de setores como construção civil, automotivo e energia, sustentando cadeias produtivas e contribuindo diretamente para o desenvolvimento econômico do país.

Em Volta Redonda (RJ), onde está localizada a Usina Presidente Vargas, a CSN é o principal motor econômico. O Grupo gera mais de 20 mil empregos diretos no município e responde por cerca de 60% da arrecadação tributária local, influenciando diretamente a dinâmica urbana e o financiamento de áreas como saúde, educação e infraestrutura.

A atuação também se estende por todo o Sul Fluminense, com presença em cidades como Porto Real, Resende e Valença, por meio de operações da própria CSN e de empresas como Prada, CBSI, CBS, Tora, além da participação na MRS Logística e
das iniciativas sociais e educacionais conduzidas pela Fundação CSN. Esse ecossistema fortalece a geração de empregos, estimula novos negócios e contribui para a qualificação profissional na região. A companhia teve ainda papel decisivo na consolidação do Polo Metalmecânico regional, atraindo fornecedores e novas indústrias.

No campo industrial, a CSN produz aços planos, longos e especiais de alto valor agregado, que atendem desde a indústria
automobilística até a fabricação de embalagens, evidenciando o alcance e a relevância da companhia. Nos últimos anos, a empresa intensificou investimentos em modernização e eficiência ambiental, com cerca de R$ 2 bilhões aplicados em projetos voltados à redução de emissões e à melhoria dos processos industriais, além de novos aportes
previstos para 2026. Entre os destaques estão os novos conjuntos de filtros das sinterizações e o avanço da economia circular, com o uso do agregado siderúrgico — derivado da escória de aciaria — já reconhecido como insumo agrícola pelo Ministério da Agricultura. O material pode ser aplicado como corretivo de solo, contribuindo para a redução de resíduos e a captura de carbono.

“Temos avançado de forma consistente na modernização dos nossos processos e na redução dos impactos ambientais. Esses
investimentos reforçam o compromisso da CSN com uma indústria mais eficiente, sustentável e alinhada às novas exigências globais”, afirma Augusto Lara, diretor Executivo de Siderurgia.

Outro eixo estratégico é a descarbonização. A CSN prepara a entrada em operação de sua nova planta de hidrogênio renovável em Araucária (PR), com capacidade estimada de cerca de 730 toneladas por ano. Produzido por eletrólise com uso de fontes renováveis, o hidrogênio é apontado como alternativa para reduzir emissões em processos industriais e reforça o alinhamento da companhia às novas exigências do mercado global.

A agenda ambiental é acompanhada por avanços na área social. Ao fim de 2025, a CSN dobrou a participação feminina
em seu quadro de colaboradores, passando de 14% para 28%, cumprindo integralmente a meta pública estabelecida.

Mayra Gomes

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