CSN anuncia avanços no beneficiamento de escória siderúrgica

 

Estratégia inclui a instalação da segunda planta separadora modular de beneficiamento – Foto: Divulgação

Volta Redonda – A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) anunciou nesta sexta-feira (18) que intensificou as ações de movimentação e reaproveitamento do agregado siderúrgico estocado no Pátio de Beneficiamento, no bairro Brasilândia, em Volta Redonda. Esse material, resultante do beneficiamento da escória siderúrgica — coproduto do processo de produção de aço — vem sendo utilizado em aplicações como pavimentação de estradas vicinais, terraplanagem e lastro ferroviário, de acordo com a siderúrgica.

Segundo a CSN, a estratégia inclui a instalação da segunda planta separadora modular de beneficiamento, voltada ao processamento da escória recém-gerada. Com isso, aumentou-se a recuperação de sucata metálica, que é reintegrada ao processo produtivo da Usina Presidente Vargas (UPV), reduzindo a geração de material final a ser estocado. Além disso, novos britadores e separadores granulométricos foram incorporados ao processo e estão atualmente em fase de testes, com expectativa de ganhos em eficiência operacional, redução no consumo de energia, eliminação de emissões atmosféricas e menor necessidade de manutenção.

“Com a ampliação da planta separadora modular e os novos britadores em fase de testes, aumentamos a eficiência da reciclagem da escória e reduzimos impactos ambientais, fortalecendo nosso compromisso com práticas sustentáveis e a segurança do entorno”, explica Antônio Carlos Gouvêa Júnior, Gerente Geral de Meio Ambiente da CSN.

De acordo com a empresa, de agosto de 2020 até junho de 2025, foram movimentadas externamente 4,4 milhões de toneladas e efetivamente quase 885 mil toneladas do material foram retiradas do estoque e reutilizadas. A companhia prevê a ampliação desse volume com a implantação de novas parcerias e projetos.

Ainda segundo a CSN, estudos realizados por empresas independentes atestam a estabilidade das estruturas do Pátio de Beneficiamento, descartando o risco de deslizamento dos depósitos em direção ao Rio Paraíba do Sul. “Em mais de 30 anos de operação, não foram registrados movimentos ou instabilidades nas estruturas”, afirma a empresa, defendendo que “análises laboratoriais também indicam que o agregado siderúrgico não é classificado como resíduo tóxico, nem apresenta riscos à saúde humana ou ao meio ambiente. O material pode ser utilizado para corrigir o pH do solo e em aplicações agrícolas, além de ser tema de pesquisas científicas voltadas ao desenvolvimento de soluções sustentáveis”.

As operações são monitoradas e fiscalizadas mensalmente pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), com divulgação periódica dos dados de movimentação, reaproveitamento e segurança.

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Lívia Nascimento

CSN anuncia avanços no beneficiamento de escória siderúrgica