Crítica de Lula à operação no Rio provoca reação da bancada fluminense

A fala do presidente Lula, que classificou como “desastrosa” e “carnificina” a megaoperação das forças de segurança contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro, provocou forte reação de parlamentares fluminenses.

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O deputado federal Julio Lopes (PP-RJ), por exemplo, afirmou que o presidente desconhece a realidade do estado, que, segundo ele, vive sob “um regime de terror” imposto por facções e milícias.

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Dados citados pelo parlamentar indicam que 57,5% da capital e 18% do território estadual estão sob domínio de grupos armados — cerca de 4,4 milhões de pessoas afetadas. Lopes disse ainda que o território controlado pelo Comando Vermelho dobrou desde 2008, chegando a 153 km².

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O deputado também criticou a fala de Lula sobre indenizar mortos em confronto, defendendo apoio às famílias de policiais. Segundo ele, 84% dos moradores de comunidades aprovam a operação. Lopes também questionou a ausência da Polícia Federal, afirmando que a corporação, mesmo avisada, decidiu não participar.

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O parlamentar cobrou integração entre as forças de segurança e classificou as facções como “células terroristas”. O Palácio do Planalto não se manifestou, e a Secretaria de Segurança do Rio afirmou que as operações continuarão para ampliar o controle estatal nas áreas dominadas.

Reconheceu

A Abin afirmou que a implantação das UPPs no Rio de Janeiro foi o ponto de partida para a expansão nacional do Comando Vermelho. Segundo o coordenador Pedro de Souza Mesquita, a fuga de líderes da facção após a chegada das UPPs provocou sua disseminação por vários estados. Desde 2013, o grupo ampliou sua presença para quase todo o país, aliando-se a organizações locais. Enquanto isso, o PCC expandiu suas operações para 28 países. O governo do Rio reconheceu falhas nas UPPs, mas ressaltou que outros fatores também contribuíram para o avanço do CV.

Clima

O prefeito de Resende, Tande Vieira, participou do lançamento do Programa Ambiente Resiliente, promovido pelo Governo do Estado do Rio. O evento, realizado no Palácio Guanabara, reuniu prefeitos e secretários para discutir ações de prevenção a desastres e adaptação às mudanças climáticas. Resende recebeu o certificado de adesão ao programa, que envolve 66 municípios. Como presidente da AEMERJ, Tande representou os demais prefeitos e destacou a importância da cooperação entre Estado e municípios. O governador Cláudio Castro também participou da cerimônia.

 

Colapso

O presidente Lula alertou, nesta sexta-feira (7), durante a Cúpula do Clima em Belém, que guerras como a da Ucrânia interromperam a redução das emissões de gases poluentes e podem levar o planeta ao colapso ambiental. Ele criticou o aumento dos gastos militares em detrimento das ações climáticas. Lula destacou a desigualdade na transição energética, lembrando que bilhões de pessoas ainda vivem sem acesso a energia adequada. Também criticou o sistema financeiro internacional por continuar financiando combustíveis fósseis. A Cúpula antecede a COP30, que ocorrerá a partir de segunda-feira (10).

 

Segurança alimentar I

Quase metade das prefeituras brasileiras (49%) não possui estrutura específica para políticas de segurança alimentar e nutricional, segundo pesquisa do IBGE divulgada nesta sexta (7). Apenas 51% têm conselhos de segurança alimentar, e pouco mais de um terço (36,3%) conta com leis municipais sobre o tema.

Segurança alimentar II

Apesar disso, o levantamento mostra avanço desde 2018, quando apenas 36% das cidades tinham órgãos voltados ao combate à fome. Municípios maiores apresentam índices mais altos de estruturação: entre os que têm mais de 500 mil habitantes, 91,7% contam com instâncias dedicadas.

Segurança alimentar III

A maioria das prefeituras (71,9%) desenvolve ações práticas, como distribuição de cestas básicas e refeições prontas. Mais da metade dos municípios também compra alimentos da agricultura familiar para redes assistenciais, hospitais e cozinhas comunitárias. Para o IBGE, esses dados indicam progresso gradual das políticas de segurança alimentar no país.

 

Arrozal

A Prefeitura de Piraí inicia na próxima segunda-feira (10) as visitas domiciliares para atualização do Cadastro Único (CadÚnico) em Arrozal, em parceria com a FOA. A ação é voltada a pessoas que moram sozinhas e visa a garantir a continuidade de benefícios sociais, como Auxílio Brasil, BPC/LOAS e Tarifa Social de Energia. Cadastradores identificados realizarão as visitas, e os moradores devem conferir suas credenciais. A atualização também pode ser feita no setor do CadÚnico, no Centro Comercial de Piraí. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo telefone (24) 99816-8927.

 

Cultura

A Lei Estadual de Incentivo à Cultura já movimentou mais de R$ 125 milhões na economia do Rio de Janeiro em 2025. Produtores têm até 30 de novembro para inscrever projetos e captar recursos, já que o sistema só reabre em março de 2026. O programa, gerido pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa, utiliza renúncia fiscal do ICMS para financiar atividades culturais. Mais de 80 projetos foram contemplados neste ano, alcançando cerca de 50 cidades.

 

Bolsonaro

A Primeira Turma do STF formou maioria para manter a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de seis aliados na ação penal sobre a tentativa de golpe. O relator Alexandre de Moraes e os ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin votaram pela manutenção das penas, restando o voto de Cármen Lúcia. Luiz Fux não participa do julgamento. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão, assim como ex-ministros e ex-militares. A votação, que segue até a próxima sexta-feira (14), poderá resultar na decretação das prisões, a serem definidas por Moraes.

Agatha Amorim

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