Coronel Henrique rebate suspeita levantada pelo MPRJ

O secretário de Ordem Pública de Volta Redonda, Luiz Henrique Monteiro Barbosa, se defendeu, na manhã desta sexta-feira (22), da suspeita levantada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) em relação à sua participação num esquema criminoso de venda de carteiras de motorista em cidades da região. Coronel da Polícia Militar, ele foi um dos alvos de mandados de busca e apreensão cumpridos na quinta-feira (21) pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) contra um total de 15 investigados.

Em entrevista ao Programa Dário de Paula, da Rádio Sintonia do Vale FM, o coronel Henrique disse estar se manifestando publicamente por “obrigação e respeito” a seus familiares, ao governo – especialmente ao prefeito Antonio Francisco Neto, com quem trabalha desde 2007 – e à população. Ele não escondeu o incômodo de ter de se manifestar, segundo disse, por um “fato inexistente”, ainda mais que, como gestor de segurança pública, necessita de respeito e confiança.

“É difícil justificar uma situação inexistente, mas duvido que vão achar alguma coisa que me vincule a qualquer falcatrua”, disse o secretário, que recebeu apoio incondicional do governo municipal em nota oficial emitida ainda na quinta-feira.

Dizendo ter respeito pelo Ministério Público e o Judiciário, Luiz Henrique afirmou que ainda não sabe em que se baseou o primeiro para investiga-lo, já que o caso está sob segredo de Justiça e sua defesa ainda não teve acesso aos autos.

No entanto, com a decisão judicial que autorizou os mandados de busca, ele observou que dos 15 envolvidos, a conduta de cada um foi especificada na investigação, menos no caso dele. O coronel leu no ar o trecho da decisão judicial: “Em ligação do dia 05 de maio de 2024, do alvo “Maneco”, com o alvo “Pablo”, cita que, após denúncias de possíveis fraudes em aquisição de CNH em autoescolas da região de Valença e Volta Redonda, e delito de corrupção nas provas práticas, passou a chamar um ‘tenente-coronel e um P2 da polícia’ para ficarem de segurança no local onde ocorrem as provas. Há suspeitas que Luiz Henrique e/ou coronel seja um dos envolvidos (…)”.

– No meu caso, suspeita-se – acrescentou Henrique, dizendo ainda ter certeza que tudo será esclarecido. “Ninguém vai me vincular a casos de corrupção”, prosseguiu, desafiando que seja apresentada alguma prova de que tenha recebido “qualquer vantagem em benefício de algo errado”.

Ele encerrou repetindo que confia no MPRJ e na Justiça, mas que o caso é “doloroso, porque atinge a honra, parece que sou o chefe de um esquema criminoso”. Ele tem 32 anos de atuação na PM. Sua atuação com Neto teve início justamente no Detran, marcada pelo combate à corrupção no órgão.

Na Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), Luiz Henrique criou diversos programas que aumentaram a sensação de segurança na cidade, como a instalação das câmeras de leituras de placas e outras de reconhecimento facial que já levaram à prisão de vários procurados pela Justiça. Também criou grupos de WhatsApp para aproximar os órgãos de segurança da sociedade em geral, divididos em segmentos, como associação de moradores e comércio. (Foto: Divulgação / Arquivo)

Informa Cidade

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