Caso de cavalo morto e mutilado em Bananal repercute no país
A morte de um cavalo em Bananal, cidade paulista na divisa com o Rio de Janeiro por Barra Mansa, causou comoção em todo o país. Imagens que circulam nas redes sociais mostram o equino morto com as quatro patas mutiladas. A suspeita é que o dono do animal, de 21 anos, fez a agressão com um facão durante uma cavalgada no último sábado (16). A Polícia Civil investiga o caso.
Segundo a corporação, o tutor do cavalo foi ouvido na segunda-feira (18). Ele alegou que acreditava que o animal já estava morto no momento em que o golpeou com o facão, versão que é apurada.
Uma testemunha também prestou depoimento, afirmando que acompanhava a cavalgada quando o cavalo se deitou, certamente por cansaço. Ainda segundo o relato, antes de mutilar o animal, o tutor disse a ele: “Se você tem coração, melhor não olhar”.
A testemunha relatou ter deixado o local após o primeiro golpe, sentindo-se mal com a cena. O boletim de ocorrência registrou a prática de maus-tratos com agravante pela morte do animal. Até o momento, não houve prisões.
O crime ocorreu durante uma cavalgada no Sertão do Hortelã, área rural de Bananal próxima à divisa com o estado do Rio de Janeiro. O evento não contava com fiscalização veterinária, fator que levantou críticas de ativistas e moradores. Segundo relatos, o cavalo apresentou sinais claros de exaustão antes de colapsar, o que sugere negligência por parte do tutor.
ONGs e grupos de defesa animal apontam que a ausência de regulamentação e supervisão em eventos rurais facilita situações de maus-tratos, já que não há exigência de acompanhamento veterinário ou regras específicas sobre o bem-estar dos animais utilizados.
Cobranças – O episódio ganhou repercussão nacional, levantando debates sobre maus-tratos a animais e a fragilidade das leis brasileiras em casos que envolvem equinos. Nas redes sociais, a hashtag #JustiçaPeloCavalo tornou-se um dos assuntos mais comentados, impulsionada por manifestações de artistas e ativistas que pedem punição exemplar.
A indignação cresceu depois que figuras públicas com milhões de seguidores começaram a denunciar o caso. A cantora Ana Castela, apaixonada por cavalos e dona de um, compartilhou um vídeo pedindo apoio popular para que o crime não seja esquecido. Em sua publicação, classificou o ato como uma covardia e exigiu investigação imediata. Seu posicionamento mobilizou milhares de internautas.
A ativista Luísa Mell também usou suas redes para pedir justiça. Com 4,1 milhões de seguidores, ela chamou o autor do crime de “monstro” e reforçou a necessidade de pressão popular para que a punição aconteça. O post foi replicado pela atriz Paolla Oliveira, que soma mais de 38 milhões de seguidores no Instagram.
Grupos já planejam atos públicos em Bananal e cidades vizinhas para chamar atenção para a impunidade em casos de maus-tratos contra equinos. Nas redes sociais, uma mulher que diz ser mãe do tutor, defendeu a atitude do suspeito. Segundo ela, o cavalo passou mal em uma subida, deixando o jovem em pânico. Depois da morte do equino, que era o favorito dele, o homem chegou a desmaiar. E que, depois, ele mutilou o animal para facilitar a remoção do corpo do local.
Após a circulação das imagens nas redes sociais, a prefeitura de Bananal emitiu uma nota oficial repudiando o crime e informando que acionou a Polícia Civil e a Polícia Ambiental assim que teve conhecimento do caso. (Foto: Redes sociais)
Informa Cidade
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