BR conquista nove medalhas de ouro na Olimpíada Latino-Americana de Astronomia

Com a participação de 14 países, a OLAA contou com 74 estudantes, 26 líderes e co-líderes, além de 15 observadores (Foto: Divulgação)

Barra do Piraí e Rio – Estudantes brasileiros brilharam na Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA), ao conquistar, no total, nove medalhas de ouro e uma de prata. Nas premiações em grupo, ganharam em melhor prova teórica e de foguetes. Nas individuais, o Brasil recebeu o prêmio de melhor prova observacional e melhor prova teórica. O evento foi realizado entre os dias 1º e 7 de setembro, no Rio e Barra do Piraí.

No município do Sul Fluminense, os brasileiros enfrentaram estudantes da Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru e Uruguai.

Com a participação de 14 países, a OLAA contou com 74 estudantes, 26 líderes e co-líderes, além de 15 observadores. Durante a olimpíada, os alunos realizaram diversos desafios que testaram os conhecimentos em astronomia e astronáutica. As atividades envolveram prova em planetário, prova observacional com uso de luneta e telescópio, exames teóricos, além de construção e lançamento de foguetes de garrafa PET. As delegações ainda realizaram uma excursão para Itajubá, onde conheceram as instalações do Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA).

Os medalhistas de ouro foram: Felipe Maia Silva, de Fortaleza (CE); Filipe Ya Hu Dai Lima, de Fortaleza (CE); Lucas Praça Oliveira, de Fortaleza (CE); Isabela Xavier de Miranda, do Rio de Janeiro (RJ); Luís Fernando de Oliveira Souza, de Cassilândia (MS); Eyke Cardoso de Souza Torres, de Ourilândia do Norte (PA); Guilherme Waiandt Moraes, de Fortaleza (CE); Gustavo Globig Farina, de Fortaleza (CE); e Larissa França Souza, de Goiânia (GO). A medalha de prata ficou com João Victor Evers Cordeiro, de Fortaleza (CE).

Nas provas em grupos multinacionais, Luís Fernando levou os prêmios de melhor prova de foguetes e melhor prova teórica. Nos desafios individuais, Gustavo Globig conquistou a melhor prova observacional. Por empate técnico, Gustavo Globig e Filipe Ya Hu Dai Lima dividiram o prêmio de melhor prova teórica.

As equipes foram lideradas por Thiago Paulin Caraviello e Hugo Fares Menhem.

Segundo o Prof. Dr. João Canalle, coordenador da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), a OLAA tem como proposta desenvolver o espírito de equipe e colaboração.

“Algumas das provas são feitas por equipes multinacionais. Esse é o grande diferencial da competição”, relata.

Para o presidente da OLAA, o astrônomo do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST/MCTI), Dr. Eugênio Reis, o grande diferencial da olimpíada é o caráter colaborativo.

“Todo mundo se ajuda. Os líderes e co-líderes ajudam, por exemplo, tanto na realização das provas quanto nas correções. É uma olimpíada prazerosa que une os países. Os estudantes saem do evento com amizades que duram a vida inteira. Isso é muito bom. Só quero agradecer a todos que colaboraram na realização para que tudo desse certo”, comenta.

 

 

arthur
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