Aleitamento materno reduz em até 26% o risco de câncer de mama, diz estudo

leitamento também está associado à redução da depressão pós-parto e ao fortalecimento do vínculo afetivo entre mãe e bebê – Foto: Divulgação

Volta Redonda – O mês de agosto é marcado por campanhas como o Agosto Dourado, que busca reforçar a importância do aleitamento materno. Se os benefícios para os bebês — que nos primeiros seis meses de vida devem se alimentar exclusivamente de leite materno — são amplamente conhecidos, a amamentação também traz diversas vantagens para a saúde física e mental das mães.

Uma das principais é a prevenção ao câncer de mama. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), durante o período de aleitamento, há uma diminuição nos níveis de hormônios que podem favorecer o desenvolvimento da doença. O processo também contribui para a eliminação e renovação de células com lesões no material genético, diminuindo o risco.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), mulheres que amamentam têm 22% menos risco de desenvolver câncer de mama em comparação àquelas que nunca amamentaram. O índice pode chegar a 26% quando o aleitamento dura, pelo menos, um ano. A amamentação também reduz as chances de câncer de endométrio e ovário, sendo que, no caso deste último, o risco cai 2% a cada ano amamentado.

Outras doenças também entram nessa lista. Estudos apontam redução de até 9% no risco de desenvolver diabetes tipo 2 para cada ano de amamentação. No caso das doenças cardiovasculares e acidente vascular cerebral (AVC), uma pesquisa publicada no Journal of the American Heart Association revelou que mulheres que amamentaram por mais de seis meses tiveram 23% menos chance de sofrer um AVC, enquanto aquelas que amamentaram por até seis meses apresentaram risco 19% menor.

Os benefícios não se limitam ao físico; o aleitamento também está associado à redução da depressão pós-parto e ao fortalecimento do vínculo afetivo entre mãe e bebê.

“A amamentação é um momento único de conexão, que nutre não apenas o corpo do bebê, mas também o vínculo emocional entre mãe e filho. O contato pele a pele, o olhar, o cheiro e o som da voz da mãe ativam no bebê sensações de segurança e acolhimento, enquanto no corpo materno ocorre a liberação de oxitocina, o ‘hormônio do amor’, que fortalece o apego”, afirma a psicoterapeuta da Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Físicos (Apadefi), Isabela Britto.

“O toque, o carinho, o olhar atento e a presença constante comunicam à criança que ela é amada e segura, fortalecendo sua autoestima e sua capacidade de explorar o mundo. Quando a criança cresce em um ambiente repleto de afeto e disponibilidade emocional, tende a desenvolver mais resiliência, empatia e relações saudáveis ao longo da vida”, completa.

Apoio às mães que não podem amamentar

Especialistas reforçam que o vínculo entre mãe e filho também pode ser construído de outras formas e que é fundamental acolher e apoiar mulheres que, por diferentes motivos, não podem amamentar. Uma das formas de ajudar é incentivando e participando de iniciativas como o Banco de Leite Humano do Hospital São João Batista (HSJB), em Volta Redonda.

O projeto é único no Sul Fluminense e atende mais de 300 crianças por mês, com o apoio de mais de 30 doadoras cadastradas. O leite coletado é destinado a bebês prematuros e de baixo peso internados na UTI Neonatal, ajudando a reduzir a mortalidade infantil.

Qualquer mulher saudável pode ser doadora. O processo inclui cadastro, coleta de dados e orientação médica. A equipe do Banco de Leite realiza visitas domiciliares, capacita para a ordenha e ensina como armazenar o leite de forma segura.
Mais informações podem ser obtidas diretamente no Banco de Leite Humano do Hospital São João Batista, pelo telefone (24) 3339-4242, ramal 348.

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Lívia Nascimento

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