Acidentes na linha férrea caem 27% na região em 2025

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Entre e janeiro e novembro deste ano, foram 19 ocorrências no sul fluminense, contra 26 no mesmo período de 2024. (Foto: Evandro Freitas)

Barra Mansa – Sinal fechado, cancela abaixada e pedestres passando mesmo assim (C0520). Cenas assim são comuns em Barra Mansa e nas demais cidades da região, cortadas pela linha férrea. Imprudência que costuma causar acidentes graves. Entre e janeiro e novembro deste ano, segundo a MRS, foram 19 ocorrências nas 13 cidades do sul fluminense, contra 26 no mesmo período de 2024. Uma queda de 27%. Apesar da redução, os pedestres sabem dos perigos.

“Precisamos ter mais atenção. Às vezes, na correria do dia-a-dia, com um telefone ou distraído com alguma coisa, perdemos a atenção e não conseguimos ouvir o barulho do trem”, disse a comerciante Simone Carla Juazeiro.

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A Prefeitura de Barra Mansa, a MRS e a VLI realizaram na manhã desta quarta-feira (10) uma ação conjunta de conscientização em trechos movimentados da cidade. Panfletos foram distribuídos à população com o objetivo de conscientizar quem utiliza as passagens de nível, principalmente no fim do ano.

“Tem aumentado muito o fluxo de pedestres próximo às passagens de nível, onde estão os enfeites de Natal. Com isso, firmamos essa parceria, para que os pedestres não disputem espaço com os trens”, comentou o Subinspetor Garcia, relações públicas da Guarda Municipal.

As recomendações não são nenhuma novidade: “para, olhe, escute”.

“Todas as passagens de nível têm a sinalização semafórica e sonora e as cancelas, que devem ser respeitadas no seu período de fechamento e abertura. Se o pedestre respeitar, com certeza vai ter um Natal mais seguro na nossa cidade”, complementou Garcia.

A preocupação com a segurança também faz parte do dia-a-dia dos maquinistas. Eles têm diversos protocolos em trechos urbanos e precisam estar atentos para acionar o freio de emergência.

“Tendo que fazer uma aplicação de freio de emergência na composição em uma velocidade entre 30 e 40 km/h, ele vai gastar uns 800 metros para parar”, finalizou Antônio Marcelino, diretor do Sindicato dos Ferroviários.

Agatha Amorim

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