BM: Homicídio de Hércules Anton pode ter sido encomendado, apontam investigações

Homem preso tem ficha criminal extensa, que inclui a morte e a degola de uma mulher. (Foto: Divulgação)

Volta Redonda / Barra Mansa – Um dos crimes mais emblemáticos de Barra Mansa, por ter ocorrido à luz do dia e em frente a uma escola infantil, pode estar prestes a ser solucionado. Nesta quinta-feira (28), agentes da 90ª Delegacia de Polícia, coordenador pelo delegado titular Marcus Montez, prenderam um homem de 43 anos, suspeito de ter desferido seis tiros contra o advogado Hércules Anton, então com 59 anos, que deixava seu neto em uma escola infantil no bairro Santa Rosa.

O homicídio ocorreu em 21 de outubro de 2024 e, desde então, a Polícia Civil investigou o caso por meses, até a identificação do suspeito. O mandado de prisão temporária cumprido nesta quinta-feira foi expedido pela Vara Criminal da Comarca e cumprido com apoio do GAT II do 28º Batalhão de Polícia Militar no bairro Volta Grande, em Volta Redonda, onde o suspeito se escondia.

O crime

Anton foi morto na porta de uma escola particular no bairro Santa Rosa.  Ele foi atingido por seis tiros – dois no pescoço e quatro no tórax – enquanto caminhava em direção ao seu carro. Na ocasião, o suspeito fugiu em um Fiat Cronos branco, que havia saído de Barra do Piraí e entrado em Barra Mansa cerca de dez minutos antes do crime. Após o homicídio, o veículo foi abandonado próximo ao muro do posto da Polícia Rodoviária Federal, em Resende, no bairro Paraíso.

De acordo com o delegado Marcus Montez, a identificação do suposto autor do crime envolveu análise de imagens de câmeras de segurança de comércios, empresas e vias públicas, além de depoimentos de testemunhas que o reconheceram em fotos e vídeos. Os investigadores reconstruíram os passos da vítima desde sua casa, passando pelo escritório e pela escola, até o momento do homicídio. Informações repassadas pelo Disque Denúncia, recebidas em dezembro de 2024, também foram fundamentais.

Matador

Segundo Felipe Costa, chefe de Operações da 90ª DP, o trabalho de inteligência e coleta de provas foi essencial para fundamentar o pedido de prisão temporária, que dura 30 dias –prorrogáveis por mais 30, por se tratar de crime hediondo. Agora, polícia busca converter a medida em preventiva, permitindo a detenção por tempo indeterminado enquanto as investigações continuam.

O suspeito de matar Hércules Anton teria usado luvas durante o crime para evitar deixar rastros digitais. O DIÁRIO DO VALE apurou que há indícios de que ele possa ter atuado como matador de aluguel, hipótese sob investigação da Polícia Civil.

Seu histórico criminal é extenso, incluindo passagens por ameaça, constrangimento de menor, subtração ou ocultação de cadáver, homicídio consumado e tentado, receptação simples e qualificada, e roubo seguido de morte com arma branca. Cumpriu 17 anos de prisão por um latrocínio em Rio Claro, quando ele e outros comparsas mataram e degolaram uma mulher. Além disso, ele passou por pelo menos cinco presídios e institutos penitenciários, começando na Cadeia Pública Pedro Melo da Silva, em Bangu.

Hércules Anton era ex-presidente da OAB de Barra Mansa e membro do Conselho da OAB do Estado do Rio de Janeiro. Seu escritório, um dos maiores da região Sul Fluminense, atuava principalmente em causas trabalhistas. O homicídio ocorreu em uma área nobre do município, gerando grande repercussão e deixando a população em choque. As investigações seguem em andamento para esclarecer todos os detalhes.

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Agatha Amorim

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