Pedro Ramalho é um dos grandes destaques da Equipotel 2026

Para Pedro Ramalho, viajar a São Paulo durante a semana da Equipotel 2026 foi muito mais do que acompanhar as novidades apresentadas na principal feira de hospitalidade da América Latina. À frente do The Eye Motel, o empresário de 26 anos transformou a passagem pela capital paulista em uma verdadeira imersão no universo da motelaria, visitando empreendimentos, conhecendo profissionais do setor, experimentando conceitos e observando, de perto, aquilo que considera essencial para construir uma experiência memorável.
Se a feira colocou Pedro em contato com tecnologias, soluções e tendências para o mercado, os dias seguintes ampliaram esse repertório para além dos estandes. Convites e encontros o levaram a três endereços que chamaram sua atenção por motivos diferentes: Andar de Cima, Lush Motel e Savana Motel São Paulo. Em comum, os três apresentaram ao empresário algo que ele vem defendendo na construção do The Eye: motelaria não se resume a uma estrutura bonita, mas envolve atmosfera, serviço, sensorialidade, gastronomia, tecnologia e, principalmente, a capacidade de criar uma experiência que permaneça na memória.

Um dos endereços que Pedro já desejava conhecer era o Andar de Cima. O convite para vivenciar uma das suítes durante a semana da feira permitiu que ele observasse de perto características que reconhece também em seu próprio trabalho. “O Andar de Cima traz muito do que eu trabalho no The Eye: muito design, estilo, foge do óbvio”, conta. O empresário também destaca o conceito pioneiro do empreendimento, que se apresenta como o primeiro motel vertical de São Paulo e reúne características de motel e hotel, recebendo tanto casais quanto turistas de diferentes regiões do país.
Mas foi no Lush Motel que Pedro encontrou uma experiência que, segundo ele, ultrapassou expectativas. A relação com o empreendimento já vinha de antes: durante a Equipotel do ano anterior, ele conheceu Felipe Martinez, um dos nomes ligados ao setor de motelaria e à LHG Lush Hospitality Group. A troca profissional evoluiu para amizade e novas conversas sobre o mercado. Desta vez, Felipe o convidou para conhecer a Casa Lush, uma das experiências do Lush Motel.
Com aproximadamente 200 metros quadrados e estrutura pensada para receber até 15 pessoas, a suíte reúne piscina, sauna, hidromassagem e karaokê, entre outros elementos. Pedro passou algumas horas no espaço acompanhado de amigos e, entre uma música e outra, até se aventurou no pole dance. A experiência, para ele, sintetiza uma característica que considera cada vez mais importante no setor: surpreender mesmo quando o cliente já chega imaginando o que encontrará.
“É uma das experiências que todos precisam viver um dia na vida”, afirma Pedro. “O Lush é reconhecido como um dos principais motéis de luxo do Brasil, então, em parte, sabemos o que esperar. Porém, ainda assim, eles conseguem surpreender em cada detalhe.”
A terceira parada foi no Savana Motel São Paulo, empreendimento que Pedro já acompanhava virtualmente enquanto observava o andamento da obra e a construção do projeto. O convite para conhecer uma das suítes e passar uma noite no local acabou encerrando sua passagem por São Paulo de maneira especial. Mais uma vez, foram os detalhes que chamaram sua atenção, desta vez, especialmente o atendimento e a gastronomia.
Entre os pratos que experimentou, a picanha e o fondue de queijo ficaram entre os favoritos. O café da manhã também ganhou espaço especial na memória do empresário, sobretudo pelas panquecas. Para Pedro, são justamente esses pequenos elementos que ajudam a transformar uma hospedagem em uma experiência completa.
“Essa atenção a cada detalhe é algo que trabalho muito no meu motel e que amo quando me deparo com outras marcas que fazem o mesmo”, explica.
A agenda paulistana também foi marcada por encontros com profissionais que fazem parte do ecossistema da motelaria e da hospitalidade. Pedro esteve próximo de Felipe Martinez e Leonardo Dib, ligados ao Lush e à LHG, reencontrou Rodolfo Elsas, hoje à frente do Guia de Motéis, e conversou com Larissa Calabrese, presidente executiva da Associação Brasileira de Motéis. Também teve a oportunidade de trocar ideias com os arquitetos Ricardo Freire e Fabíola Fera, profissionais cujo trabalho acompanha e admira, além de dividir momentos com a amiga, moteleira e influenciadora Krisley Marques, de Goiânia.
Para Pedro, esses encontros são uma extensão natural da própria Equipotel. “A semana da Equipotel para todo moteleiro é sempre surpreendente e cheia de encontros especiais: reencontrar amigos, conhecer novas pessoas, trocar experiências e compartilhar insights”, diz.
A diferença é que, agora, ele vive esse universo de uma perspectiva diferente. A Equipotel de 2025 foi sua primeira como proprietário de um motel. Desde então, a relação com o setor se aprofundou e deu origem não apenas a novos negócios, mas também a amizades e conexões profissionais.
Essa postura ajuda a explicar como Pedro enxerga o próprio The Eye. Em vez de tratar o empreendimento como um projeto acabado, ele prefere encará-lo como um laboratório permanente. “Costumo dizer que o The Eye é meu experimento. Gosto de testar novas ideias, inovar no mercado, trazer minha sensibilidade, cuidado e maneira de viver para dentro da empresa”, afirma. “Não tenho medo de errar e acredito que, quanto mais experiência no segmento estou ganhando, mais quero ousar e trazer novidades.”
A filosofia também se reflete na maneira como ele se relaciona com marcas e possíveis parceiros. À frente da operação, do marketing, das ideias de inovação e da publicidade do motel, Pedro mantém atenção constante ao que acontece no mercado. Paralelamente, utiliza suas redes sociais para compartilhar descobertas e construir uma comunidade que acompanha os bastidores de sua trajetória.
O nome “Motelovers”, inicialmente associado ao público que acompanhava seus conteúdos, ganhou uma dimensão própria. Hoje, tornou-se uma identidade que aproxima Pedro de empresas e profissionais interessados em dialogar com esse universo. “Motelovers acabou se tornando muito mais do que um apelido entre o público e eu. Acabou se tornando uma marca”, explica.
É nesse cruzamento entre empreendedorismo, conteúdo e experiência que Pedro vem construindo sua atuação. As marcas passam a conhecê-lo pelas redes, enquanto ele também procura aquelas que considera alinhadas à visão que pretende levar para o The Eye. Mais do que acumular contatos, o empresário parece interessado em construir relações que façam sentido para os dois lados.
A viagem a São Paulo, portanto, terminou muito além da Equipotel. Entre suítes, gastronomia, arquitetura, tecnologia, conversas e novas conexões, Pedro voltou para Londrina com algo que não cabe em uma mala: repertório.
E, no caso de quem define o próprio negócio como um experimento, talvez seja justamente esse o ponto mais importante. Cada experiência vira referência. Cada encontro pode abrir uma nova possibilidade. E cada detalhe observado em outros empreendimentos pode se transformar, amanhã, em uma nova ideia para o The Eye.
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emiliano macedo




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