Itatiaia passa a realizar diagnóstico de esporotricose e leishmaniose animal
Foto: PMI
Itatiaia – O município passou a realizar diagnóstico laboratorial de esporotricose e leishmaniose animal. O novo serviço já está implantado e integra os procedimentos oferecidos pelo Bem-Estar Animal e pela Vigilância Ambiental em Saúde, ampliando a capacidade de identificação de zoonoses e dando mais segurança para a definição do tratamento veterinário.
No caso da leishmaniose, o município passa a realizar avaliação citológica, exame confirmatório com elevada sensibilidade. Procedimentos de maior complexidade, como sorologia e PCR, não serão realizados pelo serviço municipal.
A implantação da nova rotina foi acompanhada por uma capacitação de profissionais do Bem-Estar Animal e da Vigilância Ambiental, ministrada pelo diretor de Vigilância em Saúde, Dr. Raphael Andrade de Castro. O treinamento incluiu atividade prática de campo e procedimentos laboratoriais para coleta e análise de amostras.
A atividade de campo foi realizada na localidade do Jambeiro, em Penedo, durante o atendimento a um gato com histórico de esporotricose. A equipe coletou material do animal e, posteriormente, a análise laboratorial confirmou o diagnóstico positivo.
Foto: PMI
Segundo a Vigilância Ambiental em Saúde, há registro da presença de outros animais com esporotricose na localidade. Como eles não foram encontrados durante a primeira ação, a equipe deverá retornar ao local para tentar localizá-los e realizar novas coletas.
Até então, o exame para esporotricose animal não fazia parte da rotina diagnóstica do município e também não era encaminhado para laboratórios terceirizados. A estruturação do novo Laboratório de Vigilância Ambiental em Saúde criou as condições para que Itatiaia estabelecesse uma rotina própria de diagnóstico.
Inicialmente, os exames serão realizados no Laboratório de Vigilância Ambiental em Saúde. Posteriormente, a previsão é de que os procedimentos também possam ser feitos diretamente pelo Bem-Estar Animal.
A confirmação laboratorial permite maior precisão no diagnóstico e mais segurança para a definição da conduta e do tratamento veterinário adequado para cada animal.
A esporotricose é uma infecção causada por fungos presentes naturalmente no ambiente, principalmente no solo e em matéria vegetal. A transmissão pode ocorrer quando o fungo entra em contato com a pele por meio de ferimentos. Segundo as informações da Vigilância Ambiental, os gatos têm papel importante na cadeia de transmissão, especialmente por meio de arranhaduras, mordidas ou contato com lesões de animais infectados.
Por ser uma zoonose, a esporotricose pode atingir animais e seres humanos. A identificação dos casos e o tratamento adequado dos animais são medidas importantes para reduzir o risco de disseminação da doença.
Os responsáveis por animais com suspeita de esporotricose ou leishmaniose podem procurar o Bem-Estar Animal ou a Vigilância Ambiental em Saúde para orientação e agendamento. O acesso aos exames ocorrerá dentro do atendimento médico-veterinário ou das ações de inspeção e monitoramento de zoonoses realizadas pelo município.
Contatos
Bem-Estar Animal: (24) 3352-4072
Vigilância Ambiental em Saúde: (24) 3352-4243
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luciano junior
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