Indústria brasileira cresce 0,2% em julho e freia queda

Foto: Miguel Ângelo – CNI

País – A produção industrial brasileira registrou alta de 0,2% de junho para julho, interrompendo dois meses consecutivos de retração. Com o resultado, o setor acumula crescimento de 1,1% no ano e de 0,6% em 12 meses.

Na comparação com julho de 2025, porém, a indústria ainda apresenta recuo de 0,5%. Já a média móvel trimestral, indicador usado para captar a tendência recente do setor, teve queda de 0,8%.

Os números integram a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta quarta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o instituto, o avanço acumulado em 12 meses (0,6%) indica uma “ligeira perda de ritmo” frente ao patamar registrado até junho (0,7%).

Trajetória do ano

Mês a mês, na comparação com o período imediatamente anterior, a indústria teve o seguinte desempenho em 2026:

Janeiro: 2,1%
Fevereiro: 1,0%
Março: 0,1%
Abril: 1,2%
Maio: -1,0%
Junho: -1,6%
Julho: 0,2%

Com o resultado de julho, o setor industrial está 2,1% acima do nível observado antes da pandemia de covid-19 (fevereiro de 2020), mas segue 15% abaixo do recorde histórico, atingido em maio de 2001.

O que puxou o resultado

Das quatro grandes categorias econômicas acompanhadas pelo IBGE, três tiveram desempenho positivo entre junho e julho:

Bens de capital: alta de 2,4%
Bens de consumo duráveis: alta de 3,2%
Bens de consumo semi e não duráveis: alta de 0,5%
Bens intermediários: queda de 0,2%

Entre as 25 atividades industriais pesquisadas, 13 tiveram crescimento no período. Os destaques positivos foram:

Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos: 12,2%
Outros equipamentos de transporte: 11,2%
Produtos do fumo: 11,1%
Confecção de artigos do vestuário e acessórios: 2,6%
Máquinas, aparelhos e materiais elétricos: 2,3%
Coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis: 1,1%
Produtos alimentícios: 1%

Na direção oposta, a indústria extrativa foi a maior responsável pela pressão negativa, com recuo de 1%. Também tiveram desempenho ruim impressão e reprodução de gravações (-17,2%), produtos diversos (-9,0%), metalurgia (-1,4%), celulose, papel e produtos de papel (-1,3%) e produtos químicos (-0,8%).

O índice de difusão, que mede a proporção de itens com resultado positivo, apontou que 69,6% dos 789 produtos pesquisados tiveram alta na passagem de junho para julho — o segundo melhor patamar do ano, atrás apenas de março (80,6%).

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Mayra Gomes

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