Impacto da importação de aço é discutido em Brasília
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Odair Mariano da Silva, participou nesta terça-feira (1º), em Brasília, de uma audiência pública realizada na Câmara dos Deputados para debater o “Impacto da Importação de Aço na Siderurgia Nacional”. O debate reuniu representantes do governo federal, Ministério Público do Trabalho, outras entidades sindicais, o setor produtivo e representantes de organizações ligadas à cadeia do aço. Foram discutidos os impactos da entrada de aço importado no mercado brasileiro e os desafios enfrentados pela indústria nacional para manter sua competitividade diante de um cenário que pode afetar diretamente a produção, os investimentos e a geração de empregos.
Odair Mariano ressaltou que a discussão sobre a importação de aço precisa ir muito além dos números do mercado. “Se a indústria nacional perde competitividade, o primeiro impacto chega ao emprego. E quando um trabalhador perde o emprego, não é apenas ele quem sofre. Toda a família sente, o comércio sente, os municípios sentem e toda a economia da região é afetada. Não podemos aceitar que decisões que favorecem o aço importado acabem provocando desemprego, fechamento de postos de trabalho e enfraquecimento da nossa região”, disse ele.
Segundo ele, o futuro da siderurgia representa também o futuro de milhares de trabalhadores e famílias que dependem da atividade industrial no Sul Fluminense. “Precisamos de uma política que proteja a indústria brasileira, garanta investimentos e, acima de tudo, preserve o emprego e a dignidade dos trabalhadores. Defender a siderurgia nacional é defender o trabalhador, as famílias e o desenvolvimento do Sul Fluminense”, completou Odair Mariano.
O presidente do sindicato defendeu ainda a adoção de medidas que garantam condições de competitividade para a siderurgia brasileira e preservem os postos de trabalho, sobretudo através de novos investimentos. O Sul Fluminense, lembrou o presidente do sindicato, tem uma forte tradição siderúrgica e uma cadeia econômica diretamente ligada à indústria do aço, com reflexos em diversos setores, como comércio, serviços, transporte e fornecedores. E apontou que debater o futuro da siderurgia significa também discutir emprego, renda, desenvolvimento regional e qualidade de vida. (Foto: Divulgação)
Informa Cidade
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