Avanço das bets: Rio lidera número de apostas no país
Rio de Janeiro – O Rio de Janeiro aparece na liderança nacional do envolvimento da população com as apostas esportivas. Segundo dados do Ministério da Fazenda apresentados pelo deputado federal Julio Lopes (PP), 1,8 milhão de pessoas apostaram na cidade do Rio somente no mês de junho, número equivalente a 26,89% dos habitantes da capital. O percentual coloca o Rio à frente de São Paulo proporcionalmente à população e amplia o debate sobre os impactos da expansão das bets e a necessidade de combater as plataformas clandestinas.
De acordo com o parlamentar, enquanto o Rio alcançou 26,89%, São Paulo registrou taxa de 15,75%, apesar de possuir uma população significativamente maior. Para Lopes, os números mostram a dimensão que o mercado de apostas adquiriu no estado. O Rio já conta, segundo ele, com um programa direcionado ao atendimento de pessoas que apresentam transtornos relacionados aos jogos de apostas.
O avanço do setor e, principalmente, a atuação das chamadas bets ilegais estão no centro de um debate promovido nesta segunda-feira (31), às 19h, pelo Instituto Brasileiro do Jogo Responsável (IBJR), na Casa Jota, em Brasília. O encontro reúne representantes do setor e autoridades para discutir medidas contra plataformas que operam clandestinamente no país.
Coordenador da Comissão Externa do Brasil Legal, Julio Lopes defende maior integração entre o Ministério da Fazenda, agências reguladoras e órgãos policiais, além de campanhas de educação e conscientização e mudanças na legislação que permitam punições mais rigorosas.
— O encontro de hoje é de suma importância para que se continue a discussão sobre o prejuízo que as bets ilegais causam ao Brasil. Em nosso último encontro realizado pela Comissão Brasil Legal, eu solicitei que fosse quantificado em termos financeiros a perda de 44% que foi avaliada pela empresa LCA Consultores — afirmou.
Segundo o deputado, o enfrentamento ao mercado clandestino deve alcançar também problemas relacionados à sonegação fiscal, pirataria e outras atividades ilegais associadas às plataformas que funcionam fora das regras brasileiras.
— Continuaremos esse debate e essa luta para diminuir a pirataria, o contrabando e a sonegação fiscal na área das bets, uma área que se torna um prejuízo enorme para o cidadão brasileiro e que precisamos encarar com muito debate, muita ação e muitas propostas de enfrentamento — acrescentou.
Para Julio Lopes, a consolidação de um mercado regulamentado depende de uma atuação conjunta do poder público. A proposta defendida pelo parlamentar combina fiscalização e repressão às operações clandestinas com ações de prevenção destinadas aos apostadores.
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Vinicius

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