Voltaço encerra Série C em 16º; clube enfrenta pressão por mudanças para 2027
Volta Redonda – Dois anos depois de conquistar o título brasileiro da Série C e apenas uma temporada após disputar a Série B, o Volta Redonda encerrou neste sábado (29) sua participação na Série C de 2026 longe da briga pelo acesso. A derrota por 2 a 0 para o Barra-SC, em Itajaí, deixou o Voltaço na 16ª colocação, com 21 pontos em 19 partidas, fechando uma campanha marcada pela irregularidade e pela luta para se afastar da parte de baixo da tabela.
O resultado confirmou um desfecho melancólico para uma temporada que começou com a expectativa de recolocar rapidamente o clube na segunda divisão. O Voltaço terminou a primeira fase com seis vitórias e 21 pontos. Na rodada anterior, mesmo perdendo em casa por 2 a 1 para o Floresta, o time já havia garantido matematicamente sua permanência na Série C e chegado à última rodada sem possibilidades de classificação.
A diferença para o grupo que avançou evidencia a distância do Volta Redonda para os principais concorrentes. O Santa Cruz, último classificado para a segunda fase, terminou com 29 pontos, oito a mais que o Voltaço. Botafogo-PB, Brusque, Ferroviária, Maringá, Inter de Limeira, Floresta, Paysandu e Santa Cruz ficaram com as oito vagas.
A campanha ruim não ficou restrita às rodadas finais. Após sete jogos, o Volta Redonda tinha apenas cinco pontos e vivia seu pior início de Série C desde o acesso da Série D, em 2016. A instabilidade também atingiu o comando técnico. Mário Jorge deixou o clube em agosto após uma sequência de seis partidas sem vitória e com aproveitamento de 31,1%. Neto Colucci assumiu a equipe na reta final.
O desempenho como visitante foi outro problema. Antes da última rodada, o Voltaço havia conquistado somente quatro pontos fora de casa, o segundo pior desempenho da competição nesse quesito naquele momento. A derrota para o Barra encerrou a campanha sem reação longe do Raulino de Oliveira.
De campeão a 16º colocado em dois anos
A queda de rendimento chama ainda mais atenção pela trajetória recente do clube. Em 2024, o Volta Redonda conquistou o título da Série C e o acesso. Em 2025, disputou a Série B, mas acabou rebaixado. A expectativa para 2026 era transformar a passagem pela terceira divisão em uma temporada de reconstrução e buscar imediatamente o retorno.
Isso não aconteceu.
Em vez de disputar o acesso, o Voltaço passou boa parte da Série C preocupado com a zona de rebaixamento. A permanência só foi matematicamente assegurada na penúltima rodada. Itabaiana e Confiança terminaram nas duas últimas posições e foram rebaixados à Série D.
O encerramento da competição abre agora uma discussão que vai além das quatro linhas. O clube entra em um período decisivo, com eleição para sua direção e cobrança de parte da torcida por mudanças após dois anos de queda no cenário nacional.
2027 exige mudança de patamar
Para o Volta Redonda, a temporada de 2027 terá um objetivo claro: disputar a Série C para voltar à Série B em 2028. E a campanha deste ano indica que apenas ajustes pontuais podem não ser suficientes.
Será necessário definir o projeto para o futebol, montar um elenco mais competitivo e encontrar maior regularidade. A Série C mostrou novamente uma disputa equilibrada, na qual uma sequência ruim pode tirar rapidamente um clube da corrida pelo acesso.
O desafio da próxima direção será, portanto, fazer o Voltaço subir de prateleira na montagem do elenco. Depois de ser campeão da terceira divisão em 2024, jogar a Série B em 2025 e terminar apenas em 16º na Série C em 2026, o clube chega ao fim da temporada pressionado a interromper a trajetória de queda e reconstruir um time capaz de voltar a disputar o acesso nacional.
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Vinicius
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