H.FOA encerra ações do Agosto Dourado com orientação sobre amamentação na UTI Neonatal

Amamentar não envolve apenas alimentar o bebê. O aleitamento materno também participa do desenvolvimento das funções orais, da musculatura facial e de habilidades que serão importantes ao longo do crescimento. Com esse enfoque, o Hospital da Fundação Oswaldo Aranha (H.FOA) encerrou as ações do Agosto Dourado com uma roda de conversa voltada à equipe assistencial da UTI Neonatal. 

A atividade foi conduzida pela fonoaudióloga Flávia Toniolo, e teve como objetivo orientar os profissionais sobre a importância da amamentação nos primeiros momentos de vida. O encontro também abriu espaço para troca de experiências e atualização da equipe que atua diariamente ao lado das mães e dos recém-nascidos.  Durante a conversa, Flávia destacou que os benefícios da amamentação vão além da nutrição. Segundo ela, o ato de mamar no seio estimula movimentos importantes para o desenvolvimento do bebê. 

“A amamentação vai muito além da nutrição. Ela estimula a sucção, a coordenação entre sucção, deglutição e respiração, além dos movimentos de língua, lábios, bochechas e mandíbula. Esses estímulos são importantes para o desenvolvimento das funções orais, como mastigação, deglutição, respiração e, posteriormente, fala”, explicou.  De acordo com a fonoaudióloga, a amamentação no seio exige um trabalho ativo do bebê, o que contribui para o desenvolvimento da musculatura orofacial. 

“O bebê precisa realizar um trabalho ativo de língua, lábios, mandíbula e musculatura facial para retirar o leite do seio. Essa atividade favorece o desenvolvimento e a coordenação da musculatura orofacial e contribui para o crescimento adequado das estruturas da face e da mandíbula”, afirmou.  Ela ressalta, no entanto, que a amamentação não elimina completamente o risco de alterações de fala, respiração ou maloclusões. 

Outro ponto abordado na roda de conversa foi o papel da equipe multiprofissional no apoio às mães. Para Flávia, esse cuidado precisa ser feito com acolhimento, orientação e identificação precoce de possíveis dificuldades, sem culpabilizar a mãe. 

“A equipe deve acolher, orientar e identificar precocemente possíveis dificuldades. A Fonoaudiologia pode avaliar a pega, a sucção, a coordenação entre sucção, deglutição e respiração, a mobilidade da língua e o funcionamento das estruturas orais, trabalhando em conjunto com os demais profissionais quando necessário”, destacou. 

A fonoaudióloga também falou sobre o uso da mamadeira em situações em que ela seja necessária. Segundo ela, a mamadeira não deve ser vista como algo proibido, mas exige atenção ao tipo de bico e ao fluxo do leite. 

“A sucção na mamadeira é diferente da realizada no seio. O tipo de bico e, principalmente, o fluxo do leite precisam ser adequados, pois um fluxo muito rápido pode dificultar a coordenação entre sucção, deglutição e respiração. Quando possível, o aleitamento materno deve ser priorizado”, explicou. 

Mais do que uma campanha de conscientização, o Agosto Dourado no H.FOA também foi um convite à capacitação das equipes. Levar informação técnica para a UTI Neonatal, fortalece o cuidado oferecido às mães e aos bebês em um momento decisivo da vida. 

“Amamentar não é apenas alimentar. É também proporcionar ao bebê importantes experiências para o desenvolvimento das funções orais e da musculatura facial”, completou Flávia. 

Com conhecimento, troca e orientação, o encerramento das ações do Agosto Dourado no H.FOA reforçou a importância de preparar os profissionais que acompanham de perto a amamentação. Afinal, apoiar esse processo também é cuidar do desenvolvimento, da saúde e do vínculo entre mãe e bebê. 

Informa Cidade

H.FOA encerra ações do Agosto Dourado com orientação sobre amamentação na UTI Neonatal


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