Coleta de DNA de pessoas desaparecidas acontece no fim deste mês

Vai ser realizada de 24 a 28 deste mês, em todo o Brasil, a Campanha Nacional de Mobilização por Pessoas Desaparecidas, com o objetivo de colher o DNA para bancos de dados. Na região Sul Fluminense, o trabalho de coleta será feito no Instituto Médico Legal (IML) de Volta Redonda, localizado no bairro Três Poços. Na região da Costa Verde, o atendimento será no IML de Angra dos Reis (veja abaixo os endereços de todos os IMLs do estado do Rio).

O DNA dos familiares é comparado com o de pessoas desaparecidas (vivas ou falecidas), nos bancos locais e nacional. As comparações são feitas de forma contínua para tentar identificar possíveis parentescos. Segundo a coordenação nacional da campanha, o DNA colhido será usado somente para procurar e identificar pessoas dadas como desaparecidas.

Ordem preferencial – O ideal é que façam a doação parentes de primeiro grau, preferencial, pela ordem, pais biológicos, filhos biológicos e outro genitor e irmãos biológicos (filhos do mesmo pai e da mesma mãe). Se não for possível seguir esta ordem, outros parentes também devem ser considerados para o fornecimento do material. Crianças também podem doar, desde que estejam acompanhadas do representante legal.

A coleta é feita de duas formas: com um cotonete passado por dentro da bochecha e com uma gotinha de sangue extraído do dedo. Para fazer a doação, não é preciso estar em jejum. Mesmo fora da campanha, a coleta continua sendo feita nas instituições de perícia.

Em caso de identificação de pessoa considerada desaparecida, é elaborado um laudo oficial que é encaminhado à delegacia de polícia onde o desaparecimento foi registrado, que deverá entrar em contato com a família para comunicar e orientar os próximos passos.

É importante que o doador tenha em mãos o registro da ocorrência em uma delegacia de Polícia Civil. Além deste, deve apresentar documento de identidade e, se tiver, objetos pessoais da pessoa desaparecida, como escova de dente ou barbeador. Também se tiver, deve levar dente de leite ou cordão umbilical do desaparecido.

Os responsáveis pela campanha, realizada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, ressaltam que as pessoas que já fizeram a doação do material genético não precisam fazer novamente.

No primeiro semestre deste ano, o Brasil registrou 43.828 novos casos de pessoas desaparecidas, segundo dados do Sinesp (Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública) do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Isso representa uma média de 242 desaparecimentos por dia. (Foto: Arquivo)

Veja abaixo os pontos de coleta e endereços no estado do Rio de JaneiroColeta de DNA de pessoas desaparecidas acontece no fim deste mês

Informa Cidade

Coleta de DNA de pessoas desaparecidas acontece no fim deste mês


Translate »