Praça Onze passará por revitalização de R$ 1,7 bilhão
Foto: Projeto de revitalização da Praça Onze Prefeitura do Rio/Divulgação
Projeto, batizado de Praça Onze Maravilha, prevê a transformação urbanística da área, com foco na habitação, mobilidade, cultura e recuperação de espaços públicos
Rio de Janeiro – A região da Praça Onze, um dos locais mais históricos do Rio de Janeiro, será revitalizada com investimentos estimados em R$ 1,7 bilhão ao longo dos próximos 20 anos. O projeto, batizado de Praça Onze Maravilha, prevê a transformação urbanística da área, com foco na habitação, mobilidade, cultura e recuperação de espaços públicos.
Entre as principais intervenções está a demolição do Elevado 31 de Março, que dará lugar à futura Avenida da Democracia, repetindo o modelo adotado na derrubada do Elevado da Perimetral, na região portuária.
A proposta também inclui a construção da Biblioteca dos Saberes, projeto do arquiteto Francis Kéré, vencedor do Prêmio Pritzker, no terreno onde atualmente funciona o Terreirão do Samba.
Segundo a prefeitura, a revitalização deve estimular a construção de cerca de 37 mil unidades habitacionais, por meio de incentivos urbanísticos e fiscais, dando continuidade ao processo de requalificação iniciado com os programas Porto Maravilha e Reviver Centro.
Além da Praça Onze, o plano integra bairros como Santa Teresa, Catumbi, Cidade Nova e Rio Comprido ao processo de renovação urbana da região central.
A retirada do elevado também abrirá novas áreas para empreendimentos privados. O município pretende incentivar investimentos por meio da transferência do direito de construir, mecanismo já utilizado no Reviver Centro, além de conceder benefícios para projetos residenciais em bairros da Zona Norte e da Zona Sul.
Na área de mobilidade, o projeto prevê um convênio para viabilizar a extensão da Linha 2 do metrô entre Estácio e Carioca, com a criação das estações Catumbi e Praça Cruz Vermelha.
O Sambódromo também faz parte da proposta. A intenção é ampliar o uso da Passarela do Samba durante todo o ano, transformando o espaço em um polo permanente de turismo, cultura, economia criativa e educação patrimonial, reduzindo a dependência das atividades concentradas no período do carnaval.
Ana Carolina Garcia Berg de Marco





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