Homem confessa que esquartejou amigo depois de sofrer estupro


Bruno Guimarães da Cunha Chagas, preso na quarta-feira (16) por matar, esquartejar e cozinhar partes do corpo do amigo Thiago Lourenço Morgado, confessou o crime e disse a agentes da Polícia Civil que a motivação para o crime foi ter sido sedado e estuprado duas vezes pela vítima. Eles moravam juntos em uma casa no Morro de São Carlos, no Estácio, Região Central do Rio.

De acordo com informações obtidas, Bruno confessou em depoimento na Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) o homicídio e afirmou que um dos estupros ocorreu há cerca de oito meses. O mais recente foi há três. Em ambas as ocasiões, ele teria adormecido após comer um lanche oferecidos por Thiago.

No domingo passado (13), quando Thiago teria tentado cometer uma terceira violência sexual, Bruno fingiu estar dopado, sem ter comido o alimento, e reagiu. Assim, começou uma briga que terminou com a morte macabra.

Quanto à crueldade do crime, o assassino disse ter ficado com medo de receber uma espécie de punição por parte de traficantes da região. Por isso, guardou algumas partes do corpo na geladeira e chegou a cozinhar e triturar outras no liquidificador a fim de jogá-las no vaso sanitário e se desfazer de provas.

As investigações, apesar da confissão, seguem. A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) divulgou que Bruno, que responde por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, passou, nesta sexta (18), por audiência de custódia, em que ficou definida a conversão de prisão em flagrante para prisão preventiva. Ele se encontra no Presídio José Frederico Marques, em Benfica, e ainda não há definição sobre uma transferência para outra unidade.

Irmãs chamaram a polícia

Geraldo Machado, tio de Thiago, contou que quem acionou a polícia foram duas irmãs da vítima, que também residem no Rio – a família é de Belo Horizonte (MG). Elas se dirigiram ao imóvel onde aconteceu o crime depois que colegas que trabalhavam com o rapaz em uma padaria avisaram sobre a ausência dele.

Ao chegarem à casa, as duas confrontaram Bruno, que confessou o homicídio. Depois de insistirem, entraram e constataram pedaços do corpo na geladeira. Com ajuda de vizinhos, elas impediram que Bruno deixasse o endereço e o imobilizaram com fitas adesivas nos tornozelos e nas mãos até a chegada dos policiais.

A propósito, ainda de acordo com Geraldo, Bruno trabalhava na mesma padaria graças a uma oportunidade profissional cedida pela vítima, que era gerente no estabelecimento: “Thiago estendeu a mão para o rapaz, abrindo a porta da casa dele, arrumando emprego para ele. A ficha ainda não caiu”, afirmou o tio.

Sepultamento

O corpo de Thiago foi sepultado na tarde desta sexta-feira (18) no Cemitério da Saudade, em Belo Horizonte. Geraldo destacou que, pelas circunstâncias do crime, o corpo não pode ser visto por familiares e amigos: “A despedida do Thiago foi marcada por profundas comoção e revolta. O caixão, lacrado e com uma foto do Thiago e do [time do coração dele] Cruzeiro, desceu sob lágrimas e aplausos”.

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André Aquino

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