Construção Civil: Rejeição de reajuste trava acordo e ameaça empregos

Foto/Legenda: Participaram da reunião a presidente Elissandra Candido os diretores Paulo Anderson Garani e Alexandre Machado (SINDUSCON-SF), e os representantes do sindicato dos trabalhadores Zeomar Tessaro, Sebastião Paulo, Sebastião Monteiro e Carlos Henrique

Volta Redonda – O Sindicato das Indústrias da Construção e do Mobiliário do Sul Fluminense (SINDUSCON-SF) aceitou a proposta encaminhada pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil, Montagem Industrial e Construção Pesada de Volta Redonda e Região, que previa um reajuste linear de 5,18% para salários e benefícios, no dia 10 deste mês. Porém, na última terça-feira (15), após sinalização positiva por parte do sindicato patronal, foi convocada uma assembleia pelo Sindicato dos Trabalhadores, na qual a proposta foi rejeitada por apenas dois votos de diferença.

“Estávamos prontos para oficializar o acordo e aplicar o reajuste ainda este mês. Essa nova rejeição inesperada trava todo o processo, prejudica os próprios trabalhadores e coloca as empresas em situação de vulnerabilidade jurídica e econômica”, explica Elissandra Candido, presidente do SINDUSCON-SF.

De acordo com a entidade, não há mais margem para negociação, o que adia o reajuste salarial e amplia a instabilidade no setor. O cenário é especialmente delicado, uma vez que a construção civil já enfrenta uma crise significativa, marcada por juros altos, insegurança jurídica e impactos internacionais, como o tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos ao Brasil, afetando diretamente a cadeia produtiva.

O grande temor, segundo lideranças empresariais, é a possibilidade de demissão em massa. “Empresas que já operam no limite não suportam indefinições prolongadas. A ausência de uma convenção firmada compromete a previsibilidade dos contratos, o que pode levar a cortes severos”, alerta Elissandra.

“A instabilidade não afeta apenas números; ela ameaça empregos, paralisa obras e enfraquece a confiança de um setor que sustenta o desenvolvimento do país”, revelou Elissandra, reforçando que o SINDUSCON-SF mantém seu compromisso com o diálogo e a responsabilidade institucional, mas enfatiza a necessidade de que a representação dos trabalhadores atue com foco em resultados concretos, priorizando o interesse coletivo e o equilíbrio do setor.

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alice couto

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