Fila do INSS cai ao menor nível em quase dois anos
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Dados foram apresentados na terça-feira (30), durante reunião do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), em Brasília
Nacional – A fila de requerimentos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) encerrou o mês de junho com 1,8 milhão de pedidos pendentes, o menor volume registrado nos últimos 21 meses. Os dados foram apresentados na terça-feira (30), durante reunião do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), em Brasília.
Segundo o levantamento, 825 mil solicitações estão em análise há menos de 45 dias. Outros 555 mil processos aguardam resposta há mais de 45 dias, enquanto 451 mil dependem de providências dos próprios segurados, como envio de documentos ou informações complementares.
De acordo com o diretor de Benefícios do INSS, Leonardo Bittencourt, o objetivo é reduzir tanto a quantidade de processos pendentes quanto o tempo de espera para a conclusão das análises.
Concessões em alta
O INSS informou que atualmente concede, em média, 700 mil benefícios por mês. Em março deste ano, a autarquia registrou o maior número de concessões da série histórica, com 890 mil benefícios aprovados.
O tempo médio para análise dos requerimentos está em 50 dias.
Medidas para reduzir a fila
O instituto atribui a redução da fila a uma série de ações adotadas para agilizar o atendimento, entre elas:
- priorização da análise dos novos requerimentos pelo Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB);
- redução do prazo interno de análise de 45 para 30 dias;
- ampliação dos mutirões para avaliação social e perícia médica;
- nomeação de 300 novos analistas do Seguro Social e 500 peritos médicos federais;
- expansão da perícia conectada, por telemedicina, em regiões com falta de profissionais;
- utilização do Atestmed, sistema que permite a concessão de benefícios por incapacidade com base na análise documental de atestados médicos, dispensando perícia presencial nos casos previstos.
Queda nas reclamações
O levantamento também aponta redução nas reclamações relacionadas à demora na análise dos benefícios.
Entre janeiro e maio deste ano, os registros na Ouvidoria do INSS caíram 44%, passando de 14.491 para 8.047 ocorrências.
Segundo o instituto, a diminuição acompanha a melhora nos prazos de atendimento e o aumento no número de benefícios concedidos.
Ana Carolina Garcia Berg de Marco





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