Às vésperas dos 39 anos, Messi alcança o topo da história das Copas
Foto: FIFA.com
Dallas – Lionel Messi escreveu mais um capítulo histórico em uma carreira repleta de feitos extraordinários. Aos 38 anos e a apenas dois dias de completar 39, o craque argentino marcou os dois gols da vitória por 2 a 0 sobre a Áustria, nesta segunda-feira (22), e se tornou o maior artilheiro da história das Copas do Mundo.
A marca reforça uma trajetória que há muito tempo ultrapassou os limites da Argentina e do próprio futebol. Dono de praticamente todos os títulos possíveis, Messi agora alcança mais um recorde em um torneio que ajudou a eternizá-lo como um dos maiores jogadores de todos os tempos.
O feito ganha contornos ainda mais impressionantes quando se observa o momento vivido pelo camisa 10. Em sua sexta participação em Copas do Mundo, ele continua sendo o principal protagonista da seleção argentina.
Até agora, todos os gols da Argentina nesta Copa do Mundo foram marcados por Messi.
Na estreia, o craque anotou três gols na vitória sobre a Argélia e igualou a marca que dividia com o alemão Miroslav Klose. Contra a Áustria, voltou a balançar as redes duas vezes e assumiu isoladamente o topo da artilharia histórica dos Mundiais.
A nova marca é apenas mais um item em uma coleção de recordes acumulados ao longo de duas décadas de Copa do Mundo.
Messi é o único jogador da história a disputar seis edições do torneio. Também lidera a lista de partidas disputadas e de minutos em campo em Copas. Agora, acrescenta ao currículo o posto de maior goleador da principal competição do futebol mundial.
A longevidade impressiona até mesmo quem acompanha sua carreira desde o início.
A primeira Copa do Mundo disputada por Messi aconteceu em 2006, na Alemanha. Vinte anos depois, ele segue decisivo, comandando a atual campeã mundial e sendo o principal nome da competição.
Foto: FIFA.com
Ao longo desse período, o argentino colecionou títulos e recordes. Conquistou a Copa do Mundo de 2022, venceu duas edições da Copa América, recebeu oito Bolas de Ouro e se tornou o maior artilheiro da história da seleção argentina.
Mas os números, por maiores que sejam, não explicam completamente a dimensão do jogador.
Messi atravessou gerações. Foi rival de Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Cristiano Ronaldo, Iniesta, Xavi, Modric, Mbappé e Haaland. Viu o futebol mudar, os esquemas táticos evoluírem e o esporte se transformar. Ainda assim, permanece decisivo.
Talvez por isso o recorde conquistado nesta Copa tenha um significado especial.
Não se trata apenas de ultrapassar uma marca estatística. Trata-se de ver um jogador que parecia ter encerrado sua coleção de conquistas continuar encontrando novas formas de fazer história.
Na próxima quarta-feira (24), Messi completará 39 anos. A comemoração chega acompanhada de mais um recorde mundial e da certeza de que sua história nas Copas ainda não terminou.
Com a Argentina classificada para a próxima fase, o maior artilheiro da história dos Mundiais terá novas oportunidades para ampliar números que já pareciam inalcançáveis.
E, como tem feito há quase duas décadas, seguirá transformando o extraordinário em rotina.
luciano junior
Às vésperas dos 39 anos, Messi alcança o topo da história das Copas




Publicar comentário
Você precisa fazer o login para publicar um comentário.